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O candidato à reeleição afirmou que em um novo mandato terá como prioridade a expansão de fontes renováveis

Lula quer promover “revolução energética” no Brasil para atrair data centers

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende promover uma “revolução energética” no Brasil caso seja reeleito. Durante um ato de campanha realizado no último sábado (22), em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, o presidente destacou o potencial do país para ampliar a produção de fontes renováveis e atrair investimentos em data centers.

Lula citou a energia eólica, a solar e o hidrogênio verde como áreas estratégicas para a expansão energética. Segundo ele, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar a oferta de energia renovável e utilizar essa capacidade para receber grandes estruturas de tecnologia.

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Governo quer ampliar produção de energia renovável

Durante o discurso, Lula afirmou que poucos países possuem as condições para promover uma transformação na matriz energética.

Além da expansão da energia eólica e solar, o presidente mencionou o hidrogênio verde como uma das frentes que deverão ganhar espaço. A intenção, segundo ele, é aproveitar a capacidade energética do país para estimular novas atividades econômicas.

O presidente também associou essa estratégia à instalação de data centers. Lula afirmou que o Brasil tem capacidade energética suficiente para receber esses empreendimentos e declarou que o governo pretende avançar nesse setor.

Redata é apontado como peça para atrair data centers

No mesmo discurso, Lula cobrou do Congresso a análise do Redata, programa criado para estabelecer um regime especial de tributação para serviços de data center.

A proposta prevê a redução a zero de tributos como PIS, Cofins e IPI incidentes sobre equipamentos utilizados pelo setor. O programa foi instituído inicialmente por medida provisória em setembro de 2025, mas perdeu validade em fevereiro de 2026 sem ter sido votado pelo Congresso.

Depois disso, o conteúdo foi incorporado ao Projeto de Lei 378 de 2026. A proposta avançou na Câmara dos Deputados, mas permanece sem votação no Senado.

O impasse no Senado foi citado por Lula como um dos obstáculos para o avanço da estratégia de atração de data centers para o país. O governo atribui a demora ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

IA com recurso em português brasileiro

A agenda apresentada incluiu outras áreas consideradas prioritárias, como o desenvolvimento da inteligência artificial com recursos em língua portuguesa e a exploração de terras raras e minerais críticos.

O presidente também mencionou uma proposta de reforço da atuação federal na segurança pública.

As propostas combinam investimentos em energia renovável, infraestrutura tecnológica e exploração mineral, com o objetivo de ampliar a capacidade do país em setores estratégicos.

(Com informações de Poder 360)

(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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