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Endereço usa identidade visual da Justiça Eleitoral e dados reais para convencer vítimas a pagar uma suposta dívida

Golpe usa site falso do TSE que promete regularizar título de eleitor e cobra taxa

Um site fraudulento que reproduz elementos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi identificado pela empresa de segurança ESET Brasil dois dias antes do primeiro turno das Eleições de 2026, marcado para domingo (4). A página solicita o pagamento de uma suposta taxa de R$ 47,90 para que o eleitor regularize o título.

Para transmitir uma aparência de legitimidade, são exibidos dados de pessoas reais para dar mais autenticidade, como nome completo e nome da mãe. A estratégia explora a preocupação dos eleitores com a situação cadastral e eleitoral para induzi-los a realizar o pagamento.

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De acordo com a ESET Brasil, o endereço utiliza o domínio “.online”, que não é utilizado pela Justiça Eleitoral. Outro sinal de fraude é que todos os CPFs inseridos no site resultam na mesma cobrança, independentemente do usuário consultado.

Depois que o CPF é informado, a página apresenta o nome completo da pessoa e campos parcialmente ocultos referentes ao título de eleitor, à zona e à seção. Em seguida, o site mostra também o nome da mãe. Como as informações correspondem a dados reais, a página ganha aparência de autenticidade.

A origem desses dados, porém, é desconhecida, e não há evidências de que tenham vazado de sistemas da Justiça Eleitoral.

Na sequência, o site informa que o título estaria irregular e aponta uma suposta dívida de R$ 47,90. O valor é dividido em três cobranças: R$ 26 por ausência eleitoral, R$ 14,90 em encargos legais e administrativos e R$ 7 referentes a uma taxa de regulação cadastral. Ao selecionar a opção “Quitar débitos”, a vítima encontra um QR Code, um código Pix Copia e Cola e uma indicação de que a página aguarda a confirmação do pagamento.

A fraude também recorre ao senso de urgência. Uma notificação exibida no site afirma que a irregularidade poderia levar à suspensão do direito ao voto, à perda de acesso a programas e benefícios do governo e a restrições em serviços que exigem situação eleitoral regular.

“A exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial”, afirmou o pesquisador de segurança da ESET Jonathan Ramos. “Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”, continuou.

Outro sinal de irregularidade aparece no aplicativo bancário. O recebedor do Pix é identificado como uma empresa sediada em Curitiba, e não como o Tesouro Nacional. A ESET, no entanto, não conseguiu confirmar para onde os valores são destinados nem se a empresa identificada possui alguma relação com o golpe ou apenas presta serviços como intermediária de pagamentos.

Golpe usa phishing e engenharia social para atingir vítimas

De acordo com a análise da ESET, o golpe adota técnicas de phishing e engenharia social para convencer as vítimas a fazer o pagamento. O phishing está relacionado à criação de uma página que se apresenta como um serviço do TSE, enquanto a engenharia social aparece no uso de informações como nome completo e nome da mãe para aumentar a credibilidade da abordagem.

Para evitar esse tipo de fraude, a recomendação é desconfiar de alertas, mensagens e e-mails recebidos, principalmente quando o conteúdo tenta criar uma sensação de urgência. Também é importante verificar o domínio das páginas acessadas pela internet e confirmar se o endereço é realmente oficial. No caso do TSE, o domínio legítimo é “tse.jus.br”.

Em situações que envolvam transferências, o usuário também deve conferir se os dados do destinatário correspondem à instituição ou órgão responsável pela cobrança. No caso de multas eleitorais pagas por Pix, o recebedor deve ser o Tesouro Nacional.

Quem já realizou o pagamento deve entrar em contato com o banco pelos canais oficiais, informar que foi vítima de uma fraude e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

(Com informações de TecMundo)

(Foto: Reprodução/Magnific)

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