A vacinação contra o sarampo voltou ao centro das recomendações para o ambiente de trabalho. Diante do registro de novos casos da doença no país, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) orienta que as empresas adotem medidas para ampliar o acesso dos trabalhadores à imunização e reforcem ações de conscientização sobre a importância da prevenção.
Segundo a entidade, os empregadores devem criar condições para que os profissionais possam se vacinar, além de promover campanhas educativas com informações baseadas em evidências científicas. A iniciativa busca reduzir o risco de transmissão da doença nos locais de trabalho e contribuir para a proteção das comunidades.
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Vacinação é a principal forma de prevenção
O sarampo é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, e a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar novos casos. Apesar de o Brasil ter recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, registros importados e surtos localizados ainda são observados, reforçando a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada.
Além das empresas, a entidade destaca a atuação dos médicos do trabalho na orientação dos trabalhadores. A recomendação é que o tema seja abordado durante exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais, com esclarecimentos sobre a importância da vacinação.
Quem deve receber a vacina contra o sarampo?
A principal proteção contra a doença é oferecida pela vacina tríplice viral, que também previne caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.
O esquema de vacinação prevê:
• Crianças: uma dose aos 12 meses de idade e outra aos 15 meses, com a vacina tetra viral.
• Pessoas de 1 a 29 anos sem comprovação de duas doses: devem iniciar ou completar o esquema vacinal.
• Pessoas de 30 a 59 anos sem histórico comprovado de vacinação: devem receber uma dose.
• Trabalhadores da saúde: precisam comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade, devido ao maior risco de exposição ocupacional.
Quem não deve receber a vacina?
A vacinação é contraindicada para gestantes, crianças menores de seis meses, pessoas com imunossupressão grave e indivíduos que apresentaram reação alérgica grave a algum componente da vacina.
Ambiente de trabalho pode contribuir para a proteção coletiva
Ao incentivar a atualização da carteira de vacinação e facilitar o acesso à imunização, as empresas colaboram para reduzir o risco de surtos no ambiente de trabalho e fortalecem a proteção da saúde coletiva. A orientação da medicina do trabalho reforça que a prevenção depende da participação conjunta de empregadores, profissionais de saúde ocupacional e trabalhadores.
(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)







