Uma mulher de 26 anos descobriu que havia sido filmada nua no banheiro da imobiliária onde trabalhava, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. Segundo o relato da vítima e o registro da ocorrência, o responsável pelas gravações seria o ex-patrão.
O caso foi registrado pela Polícia Militar em 29 de junho e é investigado como importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O empresário foi levado à delegacia e, conforme o boletim de ocorrência, admitiu ter escondido um celular no banheiro para realizar as gravações.
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Mulher encontrou imagens no celular do ex-patrão
Segundo a vítima, a descoberta aconteceu quando o empresário pediu que ela utilizasse o celular pessoal dele para pagar uma marmita. Enquanto manuseava o aparelho, ela tocou acidentalmente em uma opção que abriu as abas utilizadas no telefone.
Foi então que, de acordo com o relato, ela encontrou uma pasta com fotos e vídeos nos quais aparecia nua. A mulher afirmou que as imagens haviam sido feitas enquanto utilizava o banheiro da imobiliária.
Diante da descoberta, ela fotografou a tela do aparelho com o próprio celular e deixou o local. Em seguida, buscou ajuda e acionou a polícia.
Segundo o boletim de ocorrência, seis celulares foram apreendidos e encaminhados para investigação. Ainda conforme o registro, o empresário reconheceu que havia escondido um aparelho no banheiro para fazer as gravações, mas afirmou que não havia divulgado as imagens e negou outras acusações feitas pela ex-funcionária.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o processo tramita em segredo de justiça e, por isso, não poderia fornecer outras informações sobre o caso.
Ex-funcionária relata mudança no comportamento do patrão
A mulher contou que já havia trabalhado na imobiliária durante cerca de um ano, em 2024, e que naquele período não havia percebido atitudes inadequadas do empresário.
Ela deixou a empresa em agosto de 2025 para ajudar familiares após o nascimento de um sobrinho. Cerca de dois meses depois, recebeu um convite para retornar ao trabalho e aceitou.
Segundo a ex-funcionária, foi após a volta que o comportamento do patrão começou a mudar. Ela afirmou que ele passou a tentar uma aproximação pessoal, embora ela buscasse manter apenas uma relação profissional.
A mulher também relatou que o empresário começou a pedir sua companhia em tarefas que, anteriormente, realizava sozinho, como avaliações de imóveis e outras atividades fora da imobiliária.
Diante do desconforto, ela chegou a considerar procurar outro emprego, mas disse que precisava continuar trabalhando por ser responsável pelo sustento da casa.
Mudanças no ambiente de trabalho aumentaram desconfiança
Após a saída temporária da sobrinha da vítima, que também trabalhou na imobiliária, a mulher passou a trabalhar apenas com o empresário e outro funcionário.
Ela relatou que o funcionário passou a permanecer no local diariamente, mesmo quando isso não seria necessário. Também houve uma alteração na disposição do espaço de trabalho, fazendo com que a mulher trabalhasse em uma mesa de costas para o patrão e o outro funcionário.
Segundo ela, os dois permaneciam próximos durante o expediente, muitas vezes utilizando os celulares e conversando.
Nesse período, a mulher afirmou ter começado a perceber atitudes que considerava estranhas. Ela relatou que, quando entrava em determinados ambientes, os homens aparentavam se assustar e interrompiam o que estavam fazendo no celular.
A desconfiança aumentou quando ela percebeu que o empresário acessava seu perfil no TikTok. Segundo a mulher, ele possuía dois celulares, sendo um utilizado para o trabalho e outro para uso pessoal.
Descoberta das gravações aconteceu em 29 de junho
A mulher afirmou que descobriu as imagens no dia 29 de junho, quando trabalharia até o início da tarde e precisava finalizar algumas tarefas.
O empresário teria pedido que ela utilizasse seu celular pessoal para pagar uma marmita. Enquanto ele saiu do local, ela manuseou o aparelho e acabou visualizando as abas abertas.
Ao encontrar as imagens, percebeu que aparecia nua em registros feitos no banheiro da própria imobiliária.
Segundo a vítima, ela não se trocava no local e utilizava o banheiro apenas para suas necessidades. Ao compreender o que estava acontecendo, fotografou a tela do celular do empresário e saiu do estabelecimento chorando.
Ex-funcionária procurou ajuda após descobrir os vídeos
Depois de deixar a imobiliária chorando, a mulher contou que se aproximou de uma obra e foi orientada por um trabalhador a chamar a polícia. Ela também entrou em contato com o ex-namorado, que recomendou que procurasse a Polícia Militar.
Antes disso, porém, ela retornou à imobiliária para buscar as chaves e decidiu confrontar o ex-patrão.
Segundo seu relato, houve uma discussão e o empresário teria dado um tapa em seu rosto. Ela reagiu e os dois entraram em luta corporal. O ex-namorado chegou ao local e interrompeu a briga.
Os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico e depois levados à Delegacia de Polícia Civil.
Caso é investigado pela polícia
Conforme o registro policial, os celulares recolhidos foram encaminhados para investigação. O empresário também prestou depoimento e admitiu ter colocado um celular no banheiro para realizar as gravações, segundo o boletim de ocorrência.
A Polícia Civil foi questionada sobre a situação do empresário após o registro do caso, mas não houve retorno até a última atualização apresentada na reportagem.
O advogado do acusado também foi procurado para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a última atualização.
Mulher afirma ter deixado a cidade por medo
Após o episódio, a mulher disse que começou a receber acompanhamento psicológico e decidiu deixar a cidade de Santa Juliana. Segundo ela, a mudança ocorreu por medo de encontrar novamente o ex-patrão.
Ela também relatou ter sido procurada para um possível acordo depois da denúncia e afirmou que teria recebido uma proposta financeira para não falar sobre o caso.
A ex-funcionária disse ainda que outras mulheres que trabalharam com o empresário teriam relatado situações de assédio. Essas afirmações fazem parte do relato da vítima e não tiveram outros detalhes apresentados no material.
(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Magnific)







