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Resultado representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre

Desemprego cai para 5,4% no segundo trimestre e Brasil registra melhor resultado da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, alcançando o menor patamar já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados mostram um mercado de trabalho mais aquecido, com aumento do número de pessoas ocupadas, redução do contingente de desempregados e crescimento do rendimento médio dos trabalhadores.

O resultado representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa era de 6,1%, e também supera o desempenho registrado no mesmo período de 2025, quando o índice ficou em 5,8%.

LEIA: Taxa de desemprego no Brasil atinge menor nível da história e chega a 5,6%

Número de pessoas ocupadas ultrapassa 103 milhões

Entre abril e junho, o país contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, um acréscimo de aproximadamente 1,08 milhão de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior. Ao mesmo tempo, o número de pessoas em busca de emprego caiu para 5,9 milhões, uma redução de 10%, equivalente a 718 mil pessoas.

O desempenho reforça a expansão da ocupação em diferentes segmentos da economia, com destaque para atividades que ampliaram significativamente a contratação de trabalhadores no período.

Transporte e setor público lideram geração de vagas

Os dados da pesquisa mostram que dois grandes grupamentos concentraram os maiores avanços na criação de postos de trabalho entre o primeiro e o segundo trimestre:

• Transporte, armazenagem e correio: crescimento de 3,9%, com mais 235 mil pessoas ocupadas;
• Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: aumento de 2,6%, representando mais 489 mil trabalhadores.

Esses setores responderam por uma parcela importante da expansão da ocupação observada no trimestre.

Emprego com carteira cresce, mas informalidade permanece elevada

A Pnad Contínua aponta que o Brasil encerrou o segundo trimestre com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Já o número de empregados sem carteira chegou a 13,6 milhões.

Apesar da melhora nos indicadores de emprego, a taxa de informalidade permaneceu em 37,4% da população ocupada, demonstrando que uma parcela expressiva dos trabalhadores ainda exerce atividades sem vínculo formal.

Pelos critérios adotados pelo IBGE, fazem parte da informalidade, entre outros grupos, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria que não possuem CNPJ. Esses profissionais não contam com garantias como férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego.

Rendimento médio atinge maior valor para um segundo trimestre

Outro indicador positivo apresentado pela pesquisa foi o rendimento médio habitual dos trabalhadores, que alcançou R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre da série histórica.

Apesar do avanço na comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor ficou ligeiramente abaixo do observado no primeiro trimestre de 2026, quando o rendimento médio havia atingido R$ 3.765.

Como a Pnad mede o desemprego

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com carteira assinada, sem carteira, temporários e por conta própria.

Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado trabalho nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. O levantamento é realizado em aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos por todos os estados brasileiros e pelo Distrito Federal.

Caged também aponta avanço do mercado formal

Os resultados da Pnad foram divulgados um dia após a publicação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que monitora exclusivamente os empregos com carteira assinada.

Segundo o levantamento, o país registrou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais em junho. No acumulado de 2026, já foram criados 921,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, indicando continuidade da expansão do emprego formal.

Levantamento da Pnad Contínua mostra queda no desemprego, aumento da ocupação, crescimento do rendimento médio e manutenção da expansão do emprego formal no segundo trimestre de 2026

(Com informações de Agência Brasil)

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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