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Empresa iniciou investigações internas logo após os trabalhadores se manifestarem em debates públicos

Trabalhadores denunciam Amazon por retaliação após defenderem regras para novos data centers

Três funcionários da Amazon denunciaram a empresa por supostas práticas de retaliação após participarem de audiências públicas sobre a expansão de data centers em Seattle, nos Estados Unidos. A queixa foi protocolada junto ao órgão municipal responsável pela proteção dos direitos civis e foi apresentada por meio de uma organização independente formada por empregados da companhia.

Segundo os denunciantes, a empresa iniciou investigações internas logo após os trabalhadores se manifestarem em debates públicos que discutiam critérios para a instalação de novos centros de processamento de dados. Os funcionários alegam que receberam comunicados informando sobre possíveis sanções disciplinares em razão de suas participações nas audiências.

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Debate sobre expansão de data centers motivou participação dos trabalhadores

Os depoimentos ocorreram durante discussões promovidas por autoridades municipais sobre projetos relacionados à ampliação da infraestrutura tecnológica da cidade, diante da possibilidade de construção de novos empreendimentos voltados ao armazenamento e processamento de dados, impulsionados pelo crescimento da computação em nuvem e da inteligência artificial.

Durante as audiências, os profissionais defenderam a criação de regras mais rígidas para a aprovação desses projetos, como exigências relacionadas ao uso de fontes renováveis de energia, maior transparência sobre o consumo de recursos naturais e limitações ao uso de incentivos públicos.

Os participantes afirmaram ter se manifestado como cidadãos interessados nas políticas urbanas e ambientais da cidade, sem representar oficialmente a empresa.

Apesar disso, poucos dias após a aprovação pelo Conselho Municipal de uma suspensão temporária para a autorização de novos grandes data centers, três trabalhadores relataram ter sido chamados para reuniões individuais com representantes da área de relações trabalhistas da Amazon.

Os funcionários afirmam que foram questionados sobre o conteúdo de seus discursos e sobre a participação de outros empregados nos debates.

Os trabalhadores contestam qualquer alegação de que teriam falado em nome da empresa. Segundo eles, houve o cuidado de deixar claro que suas manifestações eram pessoais e não representavam posicionamentos corporativos.

Amazon nega retaliação e cita política interna de comunicação

Em resposta às acusações, a Amazon informou em comunicado ao New York Times que possui normas internas que restringem a representação pública da companhia por empregados que não tenham autorização formal para isso.

A empresa argumenta que a investigação foi motivada pela necessidade de verificar se as declarações poderiam ter sido interpretadas como posicionamentos oficiais da organização. Segundo a companhia, a análise dos fatos não significa, necessariamente, a aplicação de punições.

A empresa também declarou que não adota práticas de retaliação contra funcionários e afirmou que, até o momento, não existem planos para desligar os profissionais envolvidos no caso. A companhia reiterou que reconhece o direito dos empregados de expressarem opiniões pessoais sobre temas públicos.

Denúncia poderá resultar em medidas corretivas

Agora, o caso será analisado pelo órgão municipal responsável pela apuração de possíveis violações de direitos civis. A investigação buscará verificar se houve discriminação ou intimidação relacionada às manifestações realizadas pelos trabalhadores.

Caso sejam encontrados indícios suficientes de irregularidades, as partes poderão tentar um acordo inicial. Se não houver entendimento, o processo poderá avançar para instâncias administrativas, com possibilidade de determinação de ações corretivas e eventual compensação financeira.

(Com informações de Olhar Digital)

(Foto: Reprodução/Magnific)

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