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Representando a CSB, Antonio Neto reafirma defesa da unicidade sindical no Sindimais

A fim de discutir as relações de trabalho, o futuro do emprego e os desafios do movimento sindical na atual conjuntura brasileira, ocorreu nesta quinta-feira, 31, o Sindimais. O evento realizado no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, está em sua segunda edição e reuniu lideranças sindicais, políticos e empresários que promoveram debates e palestras abordando temas relacionados ao mundo do trabalho.

A Central dos Sindicatos Brasileiro (CSB) marcou presença no encontro e foi representada por Antonio Neto, presidente da instituição, e por outras lideranças.

Neto participou de um painel, mediado pelo advogado Cristiano Vilela e dividiu o palco com Miguel Torres, Presidente da Força Sindical e Paulo Pereira da Silva, deputado federal e líder sindical.

O painel teve como tema a Reforma Sindical que está em discussão no Congresso Nacional e que deve ser apresentada na próxima semana pelo deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), autor do projeto.

Em sua fala, o Presidente da CSB fez uma enfática defesa da unicidade sindical, mas deixou claro que a CSB não vai se furtar do debate da PEC que altera a estrutura sindical brasileira. “Nós não iremos nos excluir dos debates referentes a reforma sindical, porém não iremos apoiar transformações que resultem na fragmentação da luta dos trabalhadores”, pontuou Neto.


Neto lembrou que o pluralismo sindical e o fim do imposto sindical, o mais justo dos impostos, foram bandeiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) desde a sua fundação, demonstrando que apesar da disposição de debater a proposta, existem profundas diferenças de concepção de sindicalismo entre as Centrais.

Finalizando sua fala, Antonio Neto lembrou das conquistas do movimento sindical e a importância de lembrar os trabalhadores do papel que os sindicatos sempre cumpriram perante a história.

Durante as perguntas, Neto foi questionado sobre o risco da Reforma Sindical se tornar um “novo Frankenstein” assim como a Reforma Trabalhista.

O Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros concordou que o proposta é um risco e fez questão de lembrar as profundas diferenças do projeto inicial para com o projeto que foi aprovado, entrando para a história como um dos mais brutais ataques a classe trabalhadora.

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