Privatizar universidades públicas é destruir o futuro do Brasil

A indicação do governo federal – por meio Tesouro Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda – de que a administração do estado do Rio de Janeiro deve extinguir suas empresas públicas para melhorar o plano de recuperação fiscal do estado é, no mínimo, uma aberração. Tal “recomendação”, entre outras propostas (como aumento da contribuição previdenciária e a demissão de servidores ativos), atinge diretamente as universidades públicas fluminenses, em especial a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

É estarrecedor o cenário de desvios de dinheiro público perpetrados pelo mesmo grupo político que afundou a economia nacional, do estado e do município do Rio, que só da saúde fluminense roubou R$ 300 milhões, além dos mais de R$ 3 bilhões desviados em contratos para a ampliação do metrô na capital carioca, sem entrar nesta conta as centenas de milhões de reais em dinheiro público pagos em propina na execução de serviços em vários setores da administração pública do estado.

Diante desta afronta ao respeito e à dignidade do povo do Rio de Janeiro, o governo federal ataca a população, os servidores públicos e a juventude ao propor o fim da universidade pública no estado e o sucateamento dos serviços públicos à população.

Até o início de agosto a UERJ não havia iniciado o ano letivo de 2017 devido à falta de repasses de verbas do governo estadual para manter sua estrutura de atendimento aos cerca de 41 mil alunos de graduação, pós-graduação e outras modalidades de ensino da universidade. Verbas estas surrupiadas em esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público, que, entre outras coisas, levaram o estado a um déficit acumulado de R$ 23 bilhões.

Este desmantelamento das estruturas do estado e dos serviços sociais nada mais é do que uma saída inescrupulosa para resolver um problema criado pela incompetência e pelos crimes cometidos por aqueles que agora apresentam como “solução” a privatização do ensino público superior no Rio de Janeiro.

A CSB é solidária a toda a população do Rio, bem como aos mais de 206 mil servidores fluminenses, que, até meados de agosto, não haviam recebido o salário de junho. Esta é a luta, uma batalha incansável pelos jovens brasileiros, na defesa da educação pública de qualidade e na preservação e no desenvolvimento dos serviços públicos com dignidade e respeito à população do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.

Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

 

Créditos da foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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