Fortalecer a Previdência potencializa combate à desigualdade, diz Carlos Lupi

O fortalecimento dos direitos previdenciários potencializa o combate à desigualdade no Brasil, afirmou o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, durante palestra no seminário híbrido promovido pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro.

Entre os investimentos progressivos do governo federal em políticas de inclusão e equiparação social nos últimos dois anos, Lupi destacou a recriação do Ministério da Previdência e a reestruturação do INSS, que permitiram a qualificação do atendimento e a redução do tempo para efetivação de benefícios previdenciários para as mulheres, como o salário maternidade, a aposentadoria e a pensão.

Ele destacou ainda a retomada da valorização do salário mínimo, medida vinculada aos pagamentos das aposentadorias, pensões e Benefício de Prestação Continuada (BPC), e sancionou o Projeto de Lei n° 1.085, que busca garantir igualdade salarial entre mulheres e homens.

Segundo o ministro Lupi, o “pleno e justo acesso à cidadania passa diretamente pela proteção de direitos e pela contínua construção de políticas públicas integradas e consistentes”.

Nota da CSB: pacote de cortes tem avanços pontuais, mas traz retrocessos significativos

“A Previdência Social é uma ferramenta essencial para o progresso da nação, pois gerencia o maior programa contínuo de distribuição de renda do mundo. São mais de 40 milhões de brasileiros atendidos, sendo 55% mulheres, que ganham, na maioria, até R$ 2,5 mil. No total, os beneficiários recebem mais de R$ 60 bilhões por mês. Esse volume de investimento garante a viabilidade não só de milhões de famílias, mas de cerca de 70% dos municípios”, afirmou Lupi.

“O aprimoramento dos regimes previdenciários é um fator gerador de justiça social ao contribuir com a correção de desigualdades, principalmente entre homens e mulheres. Como exemplo, cito a necessidade de debater a questão da pensão por morte, que gera benefício com 60% do valor original em um momento de maior dificuldade para quem perdeu o companheiro. Devemos, portanto, consolidar caminhos para defender o direito coletivo e reduzir diferenças. É a luta por uma sociedade mais justa e igualitária”, completou.

Dados

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2023, do IBGE, registrou que na população ocupada com idade entre 16 e 59 anos, a cobertura previdenciária das mulheres foi mais elevada que a dos homens: 70,6% a 69,3%.

De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS), em setembro de 2024, a média das aposentadorias das mulheres foi de R$1.669,63, enquanto dos homens foi de R$2.043,92. Em dezembro de 2022, o valor era de R$ 1.479,69 para as mulheres e de R$ 1.869,42 para os homens.

Fonte: Ministério da Previdência

Compartilhe:

Leia mais
tarifas trump brasil lei reciprocidade
Nota das centrais sindicais: Repúdio ao tarifaço de Trump e apoio à Lei da Reciprocidade
sindidel csb
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Delta (Sindidel) anuncia filiação à CSB
1o de maio centrais 2025
Centrais sindicais preparam jornada de 1º de maio: "Por um Brasil mais justo"
1-de-maio-das-centrais-sindicais-com-lula-em-sp
Centrais sindicais entregarão carta de reivindicações a Lula e presidentes dos Poderes
carf plr
Fazenda amplia esforços para desbloquear processos que ultrapassam 35 bi no Carf
gabriel galípolo banco central
Deputados desmontam juros criminosos de Galípolo durante homenagem ao BC na Câmara
sindpd-sp inclusão dia mundial autismo
Dia Mundial do Autismo: Sindpd-SP segue firme na luta pela inclusão
calor trabalho denuncias mpt
Denúncias ao MPT envolvendo calor extremo batem recorde nos primeiros meses de 2025
novo consignado clt para trabalhadores negativados
Trabalhador negativado pode solicitar novo consignado para CLTs; saiba como funciona
Declaração Imposto de Renda 2025 (2)
Declaração pré-preenchida completa do Imposto de Renda 2025 já está disponível; acesse