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Profissionais mais experientes registram melhora nos índices de empregabilidade

Home office beneficia a contratação de profissionais mais experientes, aponta estudo

Um novo estudo analisou o comportamento do mercado de trabalho antes e depois da pandemia e identificou que empresas têm demonstrado maior resistência em contratar profissionais sem experiência para funções que podem ser desempenhadas à distância. O principal motivo seria a dificuldade de oferecer treinamento, acompanhamento e desenvolvimento profissional fora do ambiente presencial.

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Trabalho remoto amplia diferença

O levantamento comparou ocupações que permitem a realização das atividades remotamente, como áreas ligadas à tecnologia, com profissões que exigem presença física no local de trabalho.

Os resultados mostram que, nos empregos compatíveis com o home office, o desemprego entre recém-formados aumentou nos últimos anos. Em contrapartida, profissionais mais experientes dessas mesmas áreas registraram uma leve melhora nos índices de empregabilidade.

Essa diferença não foi observada com a mesma intensidade em ocupações presenciais, onde jovens e trabalhadores mais velhos apresentaram taxas de desemprego mais próximas. O mesmo comportamento foi identificado entre pessoas sem formação universitária.

Segundo os pesquisadores, o fenômeno sugere que o modelo remoto favorece profissionais que já possuem conhecimento prático acumulado e demandam menos supervisão durante a execução das atividades.

Capacitação de novos profissionais à distância

A pesquisa destaca que o aprendizado no ambiente de trabalho continua sendo fundamental para a formação de novos profissionais. Em equipes totalmente remotas, a troca de conhecimento, a observação de processos e a orientação cotidiana tendem a ocorrer com menos frequência.

Assim, empresas acabam priorizando candidatos mais experientes para vagas remotas, reduzindo oportunidades para quem está iniciando a carreira.

A situação aponta que o enfraquecimento dos processos de treinamento e mentoria tem diminuído o interesse dos empregadores em contratar jovens profissionais para equipes que trabalham à distância.

Mercado de trabalho exige experiência

A taxa de desemprego entre graduados com menos de 29 anos cresceu em comparação ao período anterior à pandemia. Entre os profissionais mais jovens, os indicadores atingiram os níveis mais elevados dos últimos anos, desconsiderando o período de crise sanitária.

A pesquisa também observou o comportamento de uma grande empresa do setor de tecnologia. Durante a fase em que os escritórios permaneceram fechados, a organização reduziu a contratação de trabalhadores sem experiência e ampliou a busca por profissionais mais qualificados.

Com a retomada das atividades presenciais, as contratações de jovens voltaram a crescer. Ainda assim, para equipes que continuaram adotando modelos híbridos ou remotos, a preferência por profissionais experientes permaneceu.

Para os jovens que buscam a primeira oportunidade, a experiência prática e o acompanhamento profissional continuam sendo fatores decisivos para a inserção e permanência no mercado de trabalho.

(Com informações de g1)

(Foto: Reprodução/Magnific)

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