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Novas prioridades começam a ganhar força e desafiam antigos estereótipos geracionais

Geração Z lidera defesa do trabalho formal e redefine prioridades no mercado de trabalho

A forma como os brasileiros enxergam o trabalho está passando por transformação. Com a convivência de diferentes gerações no mercado, novas prioridades começam a ganhar força e desafiam antigos estereótipos, como o comportamento da geração Z, que demonstra valorizar mais a formalização do emprego.

O levantamento “Estudo de Tendências Laborais 2026” feito pela WeWork em parceria com a Offerwise, sobre tendências do mercado de trabalho em 2026, aponta que os jovens nascidos entre 1997 e 2012 são os que mais rejeitam oportunidades sem contrato formal ou benefícios trabalhistas. O resultado contraria a percepção de que essa geração estaria menos preocupada com vínculos empregatícios tradicionais e mais inclinada a aceitar qualquer formato de ocupação.

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Jovens querem liberdade, mas não renunciam a direitos

Nos últimos anos, a geração Z ficou conhecida por trocar de emprego com mais frequência, experimentar diferentes trajetórias profissionais e evitar longos períodos em uma única empresa. No entanto, esse comportamento não significa rejeição às garantias trabalhistas.

Os dados mostram que muitos jovens enxergam a formalização como uma ferramenta de proteção diante de um mercado considerado cada vez mais instável. Ter acesso a benefícios e contar com um vínculo reconhecido aparece como uma forma de reduzir riscos e garantir maior previsibilidade para o futuro.

Essa combinação entre desejo de autonomia e valorização dos direitos trabalhistas ajuda a explicar por que a formalização continua sendo vista como um fator importante na escolha de uma vaga.

Como cada geração enxerga o trabalho

As diferenças observadas no estudo refletem as experiências vividas por cada grupo geracional.

Os chamados baby boomers (1946 – 1964), que ingressaram no mercado em períodos de maior estabilidade econômica e profissional, construíram suas carreiras com foco na permanência e na segurança oferecida pelas empresas.

A geração X (1965 – 1980) manteve parte dessa lógica, mas passou a conviver com mudanças mais frequentes de emprego e com a necessidade de adaptação ao longo da trajetória profissional.

Já os millennials (1981 – 1996) ampliaram a importância de fatores como propósito, ambiente organizacional e oportunidades de desenvolvimento. Para esse grupo, o trabalho passou a ser avaliado também pela identificação pessoal com a atividade exercida.

A geração Z (1997 – 2012) cresceu em um contexto marcado por transformações tecnológicas, novas formas de contratação e incertezas econômicas. Por isso, combina o desejo de aprendizado constante e mobilidade profissional com a valorização de elementos considerados essenciais, como contrato formal e benefícios.

Flexibilidade continua entre as prioridades

Além da preocupação com a formalização, o estudo aponta que os trabalhadores brasileiros, seis a cada dez continuam defendendo modelos mais flexíveis de organização do trabalho.

A preferência por atividades híbridas ou remotas supera a realidade encontrada atualmente, em que apenas quatro em cada dez trabalhadores estão nesse modelo.

Mesmo assim, a presença física no ambiente corporativo não é descartada, e 82% dos profissionais afirmam que aceitariam retornar integralmente ao escritório caso houvesse uma compensação financeira adequada.

Além disso, 64% dos trabalhadores afirmam estar disposta a abrir mão de parte da remuneração para preservar tempo livre, bem-estar e qualidade de vida. O resultado reforça uma tendência observada nos últimos anos: o salário continua importante, mas deixou de ser o único critério na tomada de decisões profissionais.

Mercado de trabalho marcado pela convivência de diferentes modelos

A pesquisa sugere que o futuro das relações de trabalho não será definido pela substituição completa de um modelo por outro, mas por uma convivência entre diferentes visões sobre carreira, estabilidade e flexibilidade.

Enquanto parte dos trabalhadores valoriza segurança e proteção social, outros priorizam autonomia, mobilidade e novas formas de organização do trabalho. O desafio das empresas será encontrar formas de conciliar essas demandas e construir ambientes capazes de atender profissionais de diferentes gerações.

(Com informações de g1)

(Foto: Reprodução/Magnific )

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