A quantidade de famílias brasileiras atendidas por programas sociais apresentou queda em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que 22,7% dos domicílios do país receberam algum benefício social no ano passado, o equivalente a cerca de 18 milhões de lares, menor volume desde 2022 quando atingiu a porcentagem de 20,7%.
Em 2024, esse percentual era de 23,6%, alcançando aproximadamente 18,2 milhões de domicílios.
LEIA: Mães solo ganham quase 40% menos que pais casados no Brasil
Bolsa Família puxou redução dos beneficiários
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Segundo a pesquisa, o principal fator para a queda foi a redução no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família.
A participação dos domicílios beneficiados pelo programa caiu de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025. Mesmo com a retração, o Bolsa Família continua sendo o principal programa de transferência de renda do país, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade social.
Enquanto o Bolsa Família registrou queda, o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) apresentou crescimento no período.
O programa, destinado a idosos a partir de 65 anos e pessoas de baixa renda com deficiência, passou de 5% para 5,3% dos domicílios brasileiros entre 2024 e 2025. O avanço acompanha o aumento da demanda por benefícios assistenciais voltados à proteção social de grupos mais vulneráveis.
A pesquisa também revela fortes desigualdades regionais no acesso e dependência de benefícios sociais. As regiões Nordeste e Norte seguem concentrando as maiores proporções de domicílios com moradores beneficiados por programas governamentais.
Além da redução no número de beneficiários, os programas sociais também perderam peso na composição da renda familiar em 2025. A participação desses benefícios no rendimento médio domiciliar caiu de 3,8% em 2024 para 3,5% no ano passado.
A retração está relacionada à estabilidade tanto do valor médio pago pelos programas quanto da quantidade de pessoas atendidas.
Diferença de renda entre beneficiários e não beneficiários permanece alta. Em 2025, famílias beneficiárias tiveram rendimento médio mensal per capita de R$ 774. Já domicílios sem Bolsa Família registraram média de R$ 2.682 por pessoa.
(Com informações de O Globo)
(Foto: Lyon Santos/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social)







