A escala 6×1 tem impactos que vão além da rotina profissional e atingem diferentes dimensões da vida dos trabalhadores. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a QuestionPro, 67% dos brasileiros ouvidos consideram que trabalhar seis dias consecutivos e ter apenas um dia de folga prejudica a saúde mental. Para 62%, a jornada também afeta negativamente a saúde física.
O levantamento foi realizado de 2 a 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros de todas as regiões do país. Os resultados colocam a duração e a organização da jornada de trabalho no centro das discussões sobre qualidade de vida e sobre a proposta de mudança da escala 6×1.
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A percepção de prejuízo aparece em diferentes áreas da vida. Conforme os dados apresentados pelo Instituto Locomotiva, 69% apontam impacto no tempo dedicado à família, enquanto 61% relatam efeitos sobre o sono e o descanso. Lazer e hobbies são afetados para 55% dos entrevistados, mesmo percentual registrado para a vida social e as relações com amigos.
A pesquisa também aponta impactos sobre estudos e qualificação profissional, citados por 47% dos participantes. Exercícios físicos aparecem para 44%, enquanto 40% indicam prejuízos na organização da rotina e outros 40% mencionam a alimentação.
Vida amorosa também é afetada pela jornada para 38% dos entrevistados. O consumo de estimulantes, como café e bebidas energéticas, aparece em 26% das respostas, enquanto 22% apontam impacto no consumo de delivery ou comida pronta.
Escala 6×1 compromete descanso e vida pessoal
Os resultados reforçam a percepção de que a folga de apenas um dia pode não ser suficiente para recuperar o trabalhador após uma sequência de seis dias de atividade profissional.
Segundo o levantamento, 78% dos brasileiros consideram difícil descansar de verdade trabalhando por tanto tempo. A dificuldade de manter hábitos considerados saudáveis também é apontada por 71% dos participantes.
O cansaço frequente aparece de forma ainda mais expressiva: 83% afirmam sentir que estão cada vez mais cansados. A pesquisa também mostra que 85% enxergam a necessidade de sacrificar saúde e lazer em função da renda quando submetidos a esse modelo de jornada. Entre as mulheres, o percentual chega a 89%.
Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, os dados mostram que os efeitos da jornada não ficam restritos ao ambiente profissional
“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”, afirma.
(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)







