Centrais sindicais se reúnem com direção da OIT antes da II Conferência Nacional do Trabalho

As centrais sindicais brasileiras realizaram nesta terça-feira (3), antes da II Conferência Nacional do Trabalho, uma reunião institucional com a direção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reafirmando o compromisso com o fortalecimento do diálogo social e com a construção de uma agenda nacional alinhada aos princípios do trabalho decente.

Participaram do encontro a diretora da OIT no Brasil, Ana Virgínia Moreira, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, e a coordenadora da Área de Cooperação Sul-Sul do Escritório da OIT no país, Fernanda Barreto.

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Durante a reunião, as centrais apresentaram as prioridades atuais do movimento sindical brasileiro:

  • Redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;
  • Igualdade salarial entre homens e mulheres;
  • Regulamentação e promoção do trabalho decente nas plataformas digitais;
  • Combate ao trabalho infantil;
  • Formação e qualificação de dirigentes sindicais.

O presidente nacional da CSB, Antonio Neto, destacou que a agenda do trabalho decente nas plataformas digitais precisa ocupar centralidade no debate internacional, diante da expansão acelerada do trabalho por aplicativos e da necessidade de garantir proteção social, direitos trabalhistas e previdenciários, transparência e negociação coletiva.

Neto também enfatizou que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 está no centro debate nacional, relacionado à saúde mental, à qualidade de vida, à produtividade e à reorganização do tempo de trabalho em um contexto de intensas transformações tecnológicas.

O secretário de Organização da CSB, Paulo de Oliveira, reforçou a importância de que a OIT amplie o aprofundamento técnico e a cooperação institucional no combate ao trabalho infantil no Brasil, com produção de dados, recomendações e apoio às políticas públicas de prevenção e erradicação.

As centrais sindicais reiteraram a disposição de ampliar a cooperação com a OIT, fortalecendo a produção técnica, a formação sindical e a construção de políticas públicas que promovam desenvolvimento com justiça social, democracia e valorização do trabalho.

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