Servidores municipais de Presidente Bernardes (SP) entram em greve por tempo indeterminado

Segundo sindicato, o prefeito se negou a dar o reajuste salarial aos trabalhadores

Após anunciar estado de greve na última segunda-feira (20), servidores municipais de Presidente Bernardes, município a 600 km da capital paulista, entraram em greve por tempo indeterminado. Com data-base em janeiro, os trabalhadores que ainda não receberam o reajuste salarial enviaram para o atual prefeito, Dr. Lucca (PP), uma proposta de 15% de reajuste no valor de vale-alimentação e 10% de reajuste salarial, que logo foi negado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Presidente Bernardes (SINDBER), Eudes da Silva Leonardo, o prefeito também se negou a dar o aumento baseado na inflação.

“O prefeito está irredutível, ele diz que a prefeitura não tem dinheiro e não quer dar nem o índice da inflação”, falou Leonardo.

De maneira pacífica, aproximadamente 120 servidores, de diversos setores do funcionalismo municipal, cruzaram os braços e se concentraram em frente à prefeitura na espera de uma posição do chefe do executivo. Para não prejudicar os cidadãos bernardenses, o sindicato decidiu por não paralisar 100% dos serviços.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato dos servidores, o apoio da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região (SindMetal Itatiba) ao movimento de greve tem sido de extrema importância.

“O apoio da CSB e do SindMental está mil, eles nos ofereceram o carro de som e um grande reforço na logística da greve. Esse apoio tem feito toda diferença, pois os funcionários passaram a ter mais confiança no movimento”, falou.

Para o membro da Direção Nacional da Central, Mauro José Pereira, a paralisação ocorre de maneira esperada e com boa repercussão da imprensa local.

“Procuramos através das entrevistas na rádio e televisão nos aproximar dos moradores da cidade, para que eles entenderam o porquê da paralisação e por que chegamos a este ponto. Fizemos um corpo a corpo nas ruas e temos certeza que a população está bem esclarecida”, disse Pereira, que ainda informou que a CSB deve ficar na cidade até o final da greve.

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