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Servidores decidem, em assembleia, que vão reivindicar 20% de reposição salarial e lutar contra a privatização

Assembleia foi realizada em Hortolândia

Foi aprovado ontem, em assembleia, que os servidores penitenciários da região de Hortolândia irão reivindicar, ao governador João Dória, 20% de reajuste salarial referente as perdas inflacionárias dos últimos cinco anos e também que farão o enfrentamento necessário para que não haja privatização do sistema prisional. A assembleia foi realizada no Complexo Penitenciário de Hortolândia pelo SINDCOP e o SINDASP.

Ambas entidades levarão, juntas, a reivindicação da categoria ao governo. Elas também estarão unidas na luta contra a privatização do sistema prisional paulista, anunciada por Dória.

A assembleia de Hortolândia foi a primeira realizada em conjunto com as duas entidades. Ainda serão realizadas assembleias no Complexo Pinheiros (26/02), Presidente Prudente (27/02) e Bauru (01/03). Somente após a última assembleia a decisão da categoria será referendada.

Marco de luta

Servidores enfrentaram a garoa, que caia no momento da assembleia, para ouvir as propostas de Gilson Pimentel Barreto, presidente do SINDCOP e Valdir Braquinho presidente do SINDASP.

“Esta é uma pequena mais grande parceria. Estamos selando o compromisso entre o SINDASP e o SINDCOP”, disse Branquinho ao iniciar a assembleia.

Segundo ele, a assembleia foi um marco histórico e o início de uma nova fase da categoria.

O presidente do SINDCOP, que falou em seguida, parabenizou os servidores que estavam presentes e lembrou que “sindicato são os próprios servidores”.

“Muitos cobram na internet, no WhatsApp, mas na hora de vir para luta não têm participação. Porém nós estamos in loco, atuantes e alertas”, afirmou Barreto.

Segundo ele, a assembleia de Hortolândia marcou o início de um enfrentamento que a categoria terá nos próximos quatro anos com o governador João Dória.

“É muito importante que a categoria esteja atenta e alerta. Nossa carreira está em jogo. O governador está falando em fazer PPP (Parceria Público Privada) em unidades novas e nas existentes. Hoje temos um déficit de corpo funcional e a única forma que o governador tem de fazer o que ele quer é não abrir mais concurso”, disse ele.

Em seguida Barreto colocou em votação as propostas que foram relacionadas no edital de convocação da assembleia. As propostas foram aprovadas por unanimidades.

Unificação da luta

A decisão de unificar a luta por melhores salários e contra a privatização ocorreu em reunião realizada no último dia 5 de fevereiro. Na ocasião os dirigentes sindicais assumiram o compromisso de promover em conjunto ações cujo objetivo é defender os direitos da categoria e barrar a iniciativa do governo de privatizar o sistema prisional paulista.

Na ocasião ficou acordado que serão realizadas assembleias em locais estratégicos para junto com os servidores elaborar uma pauta única. Nas assembleias serão feitos esclarecimentos sobre como funciona a privatização no sistema penitenciário.

Também ficou decidido que representantes dos dois sindicatos solicitarão audiências públicas em Câmaras de Vereadores e na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Eles percorrerão os gabinetes de deputados estaduais, federais e senadores.

As duas entidades farão material de divulgação específico sobre a privatização e a pauta única, que serão distribuídos nas unidades.

Fonte : SINDCOP

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