Marcha da Classe Trabalhadora ocupa a Esplanada e lança pauta para 2026
As centrais sindicais CSB, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, Intersindical e Pública promoveram, nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, reunindo milhares de dirigentes sindicais, trabalhadores e lideranças de todo o país em uma grande mobilização nacional.
O ato tomou a Esplanada dos Ministérios, em uma demonstração de força e unidade do movimento sindical brasileiro em torno de uma agenda comum de valorização do trabalho e desenvolvimento do país. Entre as principais pautas defendidas pelas centrais estão o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a garantia do direito de negociação coletiva para os servidores públicos, além da geração de empregos, fortalecimento da saúde pública e ampliação dos investimentos em educação.
Durante o ato, foi lançada oficialmente e aprovada a Pauta da Classe Trabalhadora 2026, documento que consolida as principais reivindicações do movimento sindical e que será apresentado aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A iniciativa tem como objetivo pressionar por avanços concretos na agenda social e ampliar a mobilização nacional em defesa de mais direitos.
A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) teve presença expressiva na mobilização, com uma grande delegação de dirigentes e trabalhadores de diversas categorias e regiões do país. A participação massiva reforça o compromisso da central com a construção de uma agenda unitária em defesa dos trabalhadores.
A CSB contou ainda com o apoio de inúmeras entidades sindicais e parceiras, que contribuíram para viabilizar a ampla participação na marcha e fortalecer a presença da central no ato. O presidente da CSB, Antonio Neto, destacou a importância da unidade sindical diante dos desafios atuais:
“A Marcha da Classe Trabalhadora mostra que, quando há unidade, há força. Estamos aqui para dizer que o Brasil precisa valorizar o trabalho, garantir direitos e construir um projeto de desenvolvimento que inclua o povo trabalhador.”
O secretário-geral da CSB, Álvaro Egea, ressaltou o caráter estratégico da pauta apresentada. “A pauta de 2026 é resultado do diálogo com as bases e expressa as reais necessidades da classe trabalhadora. Não se trata apenas de reivindicações, mas de um projeto de país mais justo e equilibrado.”
Já o dirigente Paulo Oliveira enfatizou a mobilização como instrumento de pressão democrática. “A presença massiva na Esplanada é um recado claro: os trabalhadores querem ser ouvidos. É pela mobilização que conquistamos direitos e é por ela que vamos avançar.”
Também presente no ato, Alexsandro Santos, presidente do SINPOSPETRO Niterói e Região, destacou a importância da participação das categorias organizadas: “cada trabalhador que veio a Brasília hoje representa milhares que estão na base. Essa marcha é a voz coletiva de quem move o país e exige respeito, dignidade e melhores condições de vida.”
Para Ilda Angélica, vice-presidente da CSB e presidente da CONACS, esse é um momento de união dos trabalhadores: “estamos de mãos dadas para avançar com as nossas pautas, buscando cada vez mais fortalecimento e mais dignidade para todos os trabalhadores desse país.”