A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco) e a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) participaram, na última quarta-feira (1), de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. O debate foi realizado na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e reuniu representantes de produtores, trabalhadores, indústrias e municípios ligados à atividade produtiva.
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Durante o encontro, lideranças manifestaram preocupação sobre o avanço de produtores independentes e o aumento da carga tributária sobre o setor. O deputado Heitor Schuch (PSD-RS), responsável pelo pedido da audiência, afirmou que o modelo integrado de produção do tabaco enfrenta riscos diante das mudanças recentes no setor.
Segundo ele, esse sistema, construído ao longo de mais de um século, organiza diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a fabricação de produtos derivados.
De acordo com o parlamentar, o sistema integrado permite ajustar a produção à demanda, garantir assistência técnica aos agricultores e manter padrões de qualidade nos insumos utilizados. Assim, o crescimento da produção fora desse modelo pode desequilibrar a atividade e afetar especialmente os produtores rurais.
“Hoje há produção de tabaco o ano inteiro. Isso pode ser bom para a indústria, mas não traz os mesmos benefícios para quem produz. Além disso, cresce o número de produtores independentes, o que acaba influenciando o setor”, explicou Schuch.
O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, defendeu que o governo dialogue com a cadeia produtiva antes de implementar novas regras para o setor. Para ele, mudanças regulatórias e tributárias sem negociação podem impactar diretamente os trabalhadores, além de fortalecer o mercado ilegal de cigarros, que não gera empregos formais nem contribui com impostos.
“As mudanças regulatórias preocupam os trabalhadores. O aumento do imposto sobre o cigarro tende a ampliar o mercado ilegal, que não gera empregos nem arrecadação para o país. Por isso, pedimos diálogo antes da adoção dessas medidas. A Fentitabaco hoje está integrando a direção nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). No próximo congresso da entidade, criaremos a Secretaria Nacional do Tabaco como um movimento de articulação e contato com os trabalhadores e o governo.”, disse.

(Com informações de Agência Câmara)







