Dirigentes da CSB e trabalhadores vão às ruas em defesa dos direitos e contra os retrocessos durante 1º de Maio

Atos aconteceram em várias regiões do País contra a reforma trabalhista, pela geração de empregos e desenvolvimento do Brasil

Além de participar do 1º de Maio Unificado das Centrais, em Curitiba, a CSB e seus sindicatos filiados foram às ruas, em várias cidades do País, nesta terça-feira (1), para celebrar o 1º de Maio e resistir aos efeitos da Lei 13.467, da reforma trabalhista. Pautadas na resistência, as entidades protestaram, principalmente, contra os pontos da reforma trabalhista que retrocederam direitos e conquistas consolidados há décadas pelos trabalhadores. Os atos também fortaleceram a unidade entre as centrais contra qualquer tipo de tentativa de retrocesso.

Centrais reúnem milhares de pessoas em Curitiba para o 1° de Maio contra a reforma trabalhista

No estado de Minas Gerais, as manifestações foram divididas em três municípios diferentes; Juiz de Fora e Teófilo Otoni, onde os servidores fizeram uma preparação para a paralisação geral, e São Sebastião do Paraíso, onde o presidente da Seccional, Cosme Nogueira, representou a Central.

“O 1º de Maio simboliza a resistência da classe operária nesse mundo desigual. O Brasil vive um de seus piores momentos em toda a História. Estamos vivendo embaixo da chibata da pauta patronal, privilegiada por um governo ilegítimo e corrupto, que rasgou a CLT, retirou direitos históricos e está levando os trabalhadores e trabalhadoras ao empobrecimento, fragilizando as relações de trabalho. Vamos às ruas protestar, mas não somente hoje. Todos os dias, pois dignidade não se negocia”, falou Nogueira.

No Rio Grande do Sul, em parceria com a Fessergs, os atos foram concentrados nas cidades de Sapiranga, Esteio, Cachoeira do Sul e Porabé. A presidente da Seccional, Eliane Gerber, fez uma saudação aos trabalhadores.

“Está é uma data importante para o movimento dos trabalhadores e deve marcar a luta e a resistência contra a reforma trabalhista, que é um retrocesso nas relações e no campo do Direito do Trabalho. 14 milhões de desempregados, e os que têm emprego sofrem perdas históricas. Cada dia 1º de maio deve se repetir ao longo do ano, para que a gente possa resistir e lutar. A CSB estará ao lado dos trabalhadores brasileiros”, falou.

Em um evento no Sindicato dos Estivadores e dos Trab. em E. de M. do E. do Ceará, em Fortaleza, o presidente da Seccional Ceará, Francisco Moura, declarou que este 1º de Maio serviu para mostrar para à classe trabalhadora a importância do movimento sindical.

“Esse 1º de Maio serviu como uma autoafirmação do movimento sindical em mostrar e demonstrar para à classe trabalhadora a importância dos sindicatos, agora mais do que nunca, na defesa da classe. A intenção do governo foi desarticular o movimento, mas o tiro saiu para o pé, pois agora a classe trabalhadora precisa das lideranças para defendê-lo junto ao patrão. Esse 1º de Maio marcou a importância das entidades sindicais e o fortalecimento para que a classe continue de pé e firme”, declarou Moura.

A igreja da Penha, em São Luís, foi o ponto de concentração para que as entidades sindicais maranhenses comemorassem e protestassem pelo fim da reforma trabalhista, arquivamento da reforma da Previdência e por mais empregos e direitos. As centrais promoveram uma romaria dos trabalhadores na BR-135. Representando a CSB no estado, Wennder Robbert acredita que o dia 1º de maio é o grande dia dos trabalhadores.

“Esse dia foi conquistado com muita luta. Parabéns aos trabalhadores que estão sofrendo e que mais uma vez vêm perdendo direitos. Nós vamos em busca dos direitos que nos foram tomados e lutar por outros, pois o trabalhador unido, jamais será vencido”, comentou o dirigente.

No estado de Sergipe, a Central participou das comemorações junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cristinápolis. Raimundo Nonato, que representou a entidade, acredita que mesmo com as dificuldades pós-reforma, os sindicatos estão mostrando a sua força.

As entidades paraenses também realizaram um ato unificado na Praça da República, na capital Belém, que levou o tema Justiça, Democracia e Resistência.

Além das centrais, estiveram presentes, parlamentares e representantes dos movimentos sociais e estudantis.

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