CSB define as ações para a manifestação de 11 de julho

Central quer levar os trabalhadores para as ruas no dia nacional de luta

Em reunião na manhã desta terça-feira (2), a Diretoria Nacional da CSB organizou as ações da entidade durante a paralisação nacional marcada para 11 de julho pelas centrais sindicais. As principais reivindicações da Central nas manifestações serão:

• Fim do Fator Previdenciário;

• Jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial;

• Reajuste digno para os aposentados;

• Mais investimentos em saúde, educação e segurança;

• Regulamentação da Convenção 151 da OIT;

• 30 horas para profissionais de enfermagem;

• Transporte público de qualidade;

• Fim do Projeto de Lei 4330 que amplia a terceirização;

• Reforma Agrária;

• Fim dos leilões do petróleo.

Atuação

O presidente da CSB, Antonio Neto, afirmou que é hora de os filiados atuarem juntos pela mobilização nacional. “As pautas trabalhistas estão paradas no Congresso. O momento é oportuno para que as propostas que estão há anos travadas sejam aprovadas”, ressaltou.

“A CSB vai agir ativamente nesse momento, cobrando do governo e do Congresso as bandeiras que nós defendemos. Dia 11 será o símbolo da luta geral dos trabalhadores”, completou.

Neto adiantou que a previsão, em São Paulo, é de que seja feita uma paralisação pela manhã nas empresas e, em seguida, todos os dirigentes sigam para a Avenida Paulista. A CSB orienta seus sindicatos a promoverem greves e paralisações em suas categorias também no período da manhã, somando-se aos atos unitários, às concentrações e manifestações de rua, organizados pelas centrais sindicais em todos os estados.

Para Alvaro Egea, secretário-geral da Central, é preciso ganhar as ruas para derrotar as forças conservadoras. “Para isso, é essencial a participação popular, porque a pauta dos trabalhadores e do povo precisa ser atendida. É isso que as ruas estão pedindo”, explicou.

José Avelino Pereira, o chinelo, vice-presidente da entidade, disse que as manifestações já estão nas portas das fábricas porque o povo já não aguenta mais. “Os trabalhadores precisam ser ouvidos. É o povo que faz esse país se desenvolver”, defendeu.

O diretor da CSB Cosme Nogueira reiterou que os brasileiros passaram a repensar sua importância. “E nós, sindicalistas, temos de repensar o nosso papel como ator político dessa sociedade”, pontuou.

Mobilização

A ação do próximo dia 11 deverá promover as bandeiras há muito defendidas pela CSB. “Temos o direito a greve, mobilização e manifestação. Querem calar a nossa voz, mas a democracia vai sair fortalecida nesse processo todo. Queremos mudanças, e para isso os trabalhadores precisam estar organizados juntos aos seus sindicatos para mobilizar o governo e ter suas pautas atendidas.”, concluiu Antonio Neto.

Na próxima quinta-feira (4), as centrais sindicais vão se reunir pra discutir os detalhes das manifestações conjuntas das entidades programadas para o dia 11.

Veja a galeria de fotos da reunião de organização das ações na paralisação nacional de 11 de julho

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