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Atuação dos auditores fiscais permitiu operações em todo o território nacional

Mais de 4,3 mil crianças e adolescentes foram resgatados do trabalho infantil em 2025

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, ao longo de 2025, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de atividades produtivas irregulares em diferentes regiões do país, resultado de um amplo trabalho de fiscalização realizado pelos órgãos responsáveis.

O levantamento foi apresentado no Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, comemorado em 12 de junho, e evidencia o papel da inspeção do trabalho na identificação e interrupção de situações que comprometem o desenvolvimento físico, psicológico e social de crianças e jovens.

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Fiscalizações atingem maior número da última década

A atuação dos auditores permitiu realizar, em 2025, 10.234 operações em todo o território nacional, o maior volume registrado nos últimos dez anos no enfrentamento ao trabalho infantil.

Além disso, nos primeiros quatro meses de 2026, outras 1.108 crianças e adolescentes também foram retirados de situações de trabalho infantil, demonstrando a continuidade das ações de combate à violação de direitos.

Mais de 70% dos casos identificados envolviam atividades classificadas como perigosas ou prejudiciais ao desenvolvimento dos menores. Essas situações os expõem a riscos físicos, psicológicos e morais, além de comprometerem o acesso à educação, ao lazer e a outras condições essenciais para o desenvolvimento saudável.

Setores e regiões com maior incidência de casos

As fiscalizações concentraram esforços em segmentos econômicos historicamente associados à utilização de mão de obra infantil, como:

• Comércio varejista;
• Serviços ambulantes de alimentação;
• Restaurantes e lanchonetes;
• Supermercados;
• Oficinas mecânicas;
• Atividades ligadas à indústria.

Já em relação a localidade, em 2025 os maiores números de registros ocorreram em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia, e Rio de Janeiro.
Nos primeiros meses de 2026, destacaram-se Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo.

Os dados indicam que o problema está presente em diferentes regiões do país, exigindo a atuação coordenada de órgãos públicos, entidades de proteção à infância e organizações da sociedade civil.

“Os resultados alcançados evidenciam que a atuação da Inspeção do trabalho constitui um instrumento essencial para a identificação, a interrupção e a prevenção do trabalho infantil, contribuindo de forma decisiva para a proteção e a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o território nacional”, afirmou o coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), Roberto Padilha Guimarães.

Como denunciar

O Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal específico para denúncias de trabalho infantil por meio do Sistema Ipê Trabalho Infantil. A ferramenta permite que cidadãos comuniquem situações suspeitas, colaborando com as ações de fiscalização e proteção de crianças e adolescentes.

O enfrentamento ao trabalho infantil depende não apenas da atuação dos órgãos públicos e entidades, mas também da participação da sociedade civil na identificação e denúncia de casos que violem os direitos da infância e da adolescência.

(Com informações de Agência Brasil)

(Foto: Walter Campanato/Agência Brasil)

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