Uma pesquisa realizada com mais de 8,8 mil pessoas entre 14 e 24 anos revelou que a possibilidade de crescimento profissional aparece à frente da remuneração como fator decisivo na escolha de uma empresa.
A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Locomotiva a pedido do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e mostra uma mudança no perfil da juventude trabalhadora. Embora salário e benefícios continuem sendo considerados relevantes, a nova geração demonstra interesse crescente por aspectos ligados ao desenvolvimento profissional, ao bem-estar e à identificação com os valores da organização.
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Crescimento na carreira lidera prioridades
De acordo com o levantamento, mais da metade dos entrevistados apontou a oportunidade de crescimento profissional como o principal motivo para escolher um empregador, atingindo 54%. O resultado evidencia que os jovens estão preocupados não apenas com a renda imediata, mas também com as perspectivas de evolução na carreira.
A remuneração e os benefícios aparecem em segundo lugar, com 43%. Em seguida, com 31%, surge a preocupação com um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, demonstrando que a qualidade das relações profissionais também exerce influência significativa na decisão dos trabalhadores mais jovens.
O estudo reforça que, para grande parte da juventude, o emprego ideal é aquele que combina desenvolvimento, reconhecimento e condições adequadas para o exercício das atividades profissionais.
Relevância atribuída à saúde mental
A quase totalidade dos participantes considera fundamental trabalhar em empresas que demonstrem preocupação com o tema da saúde mental, totalizando 98% dos entrevistados.
O dado reflete uma preocupação das novas gerações sobre os impactos das condições de trabalho na qualidade de vida, equilíbrio emocional e bem-estar psicológico.
Valores morais e flexibilidade
A valorização dos profissionais em início de carreira aparece como um fator amplamente considerado pelos entrevistados. Além disso, o alinhamento entre os valores pessoais e os princípios da empresa tem peso significativo na tomada de decisão.
Sete a cada dez participantes afirmam que evitariam trabalhar em organizações cujas práticas e posicionamentos não estejam em sintonia com suas convicções.
Segundo o levantamento, a maioria dos entrevistados acredita que organizações que investem em iniciativas voltadas à formação de trabalhadores jovens, especialmente em um contexto de constantes transformações no mercado de trabalho, contribuem para ampliar oportunidades e fortalecer a empregabilidade dessa parcela da população.
Apesar do destaque que modelos híbridos e trabalho remoto ganharam nos últimos anos, a flexibilidade apareceu entre os últimos fatores citados pelos jovens na escolha de uma empresa.
O tema ficou atrás de critérios como reputação da organização e ambiente de trabalho. A proximidade entre residência e local de trabalho apresentou importância semelhante à flexibilidade, indicando que outros aspectos têm exercido maior influência nas decisões profissionais da juventude.
Resultados da pesquisa em porcentagem:
• 98% consideram essencial que empresas cuidem da saúde mental;
• 98% defendem a valorização dos jovens profissionais;
• 54% priorizam oportunidades de crescimento profissional;
• 43% destacam remuneração e benefícios;
• 31% valorizam um ambiente de trabalho agradável;
• 24% consideram importante a reputação da empresa;
• 20% apontam a flexibilidade como diferencial;
• 20% valorizam a proximidade entre casa e trabalho;
• Sete a cada dez não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus.
(Com informações de g1)
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)







