Categoria em Mato Grosso aprofunda discussão sobre a Greve Nacional de 18 de março; deliberação será no dia 4 de março

“Os servidores públicos precisam retomar o seu brio e melhorar a autoestima, não devem acreditar em discursos contrários a eles que vêm sendo disseminados com a única finalidade de tentar justificar a perda de seus direitos, conquistados ao longo de anos de luta e serviços de qualidade prestados à população”.

Foi este o entendimento dos participantes da assembleia geral extraordinária ocorrida na manhã de hoje (21) no TRT-23 e que contou com as presenças do diretor-geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Aldi Nestor de Souza, e do presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros em Mato Grosso (CSB-MT), Antonio Wagner de Oliveira.

Foi uma das 3 assembleias realizadas pelo SINDIJUFE-MT neste fim de semana para discussão sobre a Greve Nacional do dia 18 de março. A rodada de assembleias começou pelo TRE-MT e foi finalizada na Justiça Federal, lembrando que a assembleia deliberativa sobre o tema acontecerá no dia 4 de março, às 10 horas, no TRT.

Na assembleia de hoje no TRT também foi escolhido o delegado de Mato Grosso que participará da Reunião Ampliada da FENAJUFE, dia 07 de março em Brasília. Por aclamação, o presidente do SINDIJUFE-MT, Walderson de Oliveira Santos, será o representante da Categoria em Mato Grosso.

A dirigente da Fenajufe Juscileide Rondon e os diretores do SINDIJUFE-MT Jamil Benedito da Costa Batista e José Roberto Magalhães também participaram da assembleia no TRT. Após a abertura da assembleia, em que Oliveira agradeceu a presença dos presidentes da Adufmat e da CSB-MT, coube à coordenadora da Fenajufe repassar os informes da conjuntura nacional na perspectiva dos servidores do Poder Judiciário Federal.

Em relação ao calendário de lutas da Federação, ela lembrou que vários estados já deliberaram pela greve geral no dia 18 de março, e que Mato Grosso também precisa avançar na organização da sua participação neste cenário de lutas.

Nas palavras da coordenadora da Federação, é preciso estudar muito bem o inteiro teor das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) 186/2019, 187/2019 e 188/2019, porque, junto com a reforma administrativa que o Governo já anunciou que levará ao Congresso Nacional logo após o Carnaval, elas desmontam os serviços públicos, retiram direitos e reduzem salários dos servidores.

Ainda segundo Jusci, o embate do dia 18 deve envolver uma frente ampla envolvendo também os estados e municípios. Este também é o ponto de vista do Diretor de Base do Sindicato no TRT Jamil Batista. Complementando a fala de Juscileide, ele sustentou que a abordagem política não deve ocorrer apenas em Brasília, mas principalmente nos estados e municípios.

Mas os servidores do Judiciário Federal não estarão sozinhos nesta luta. Conforme observou o diretor-geral da Adufmat, está mais do que claro que se quisermos chegar a algum lugar na atual conjuntura, completamente desfavorável para os trabalhadores, tanto públicos quanto privados, teremos que ter a disposição de ouvir as outras categorias.

“É o que a Adufmat vem procurando fazer na Universidade Federal de Mato Grosso”, disse Aldi Nestor, explicando que eles já aprovaram o indicativo de greve mas querem construir uma greve por tempo indeterminado envolvendo as outras categorias.

“A maior dificuldade neste trabalho de mobilização unificada é a vulnerabilidade dos trabalhadores da iniciativa privada”, afirmou Aldi, acrescentando que, ao contrário dos servidores públicos, eles não têm nenhuma estabilidade, e qualquer participação em greve pode resultar em demissões.

A fala de Antonio Wagner foi na mesma direção do que o colega da Adufmat trouxe para discussão. Mas segundo ele é possível envolver os trabalhadores da livre iniciativa e a população em geral levando as discussões para ruas e praças.

Foi discutido que deverão ser criados comitês para promoção de atos públicos, e este futuro comitê deverá se articular com as Câmaras Municipais, Assembleia Legislativa e bancada federal de parlamentares. Discutiu-se, ainda, a criação de um grupo de whatsapp com todas as categorias da classe trabalhadora.

O diretor do SINDIJUFE-MT Rodrigo Carvalho, também participou da assembleia no TRT nos instantes finais. E no TRE a assembleia teve a participação do diretor suplente Orlando Vieira Dias.

Fonte: Fenajufe
Link: Categoria em Mato Grosso aprofunda discussão em torno da greve

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