A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), representada pelo secretário para assuntos parlamentares, Ernesto Pereira, acompanhou audiência realizada na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (18). A ocasião contou com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que destacou o fim da escala 6×1 como uma das prioridades da agenda do governo.
A atividade foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Max Lemos (PDT-RJ), que tem levado adiante o debate do tema no Parlamento e reforçado a importância do diálogo entre governo, Congresso e movimento sindical para o avanço das pautas da classe trabalhadora.
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Durante sua intervenção, o ministro foi enfático ao afirmar que o governo federal aposta no avanço dos projetos de lei já em tramitação no Congresso como o caminho mais viável para viabilizar a mudança na jornada de trabalho. Segundo ele, diferentemente das propostas de emenda à Constituição (PECs), os projetos de lei possuem tramitação mais ágil e maior possibilidade de construção de consenso político.

Marinho ressaltou que há um ambiente favorável para o avanço da pauta, impulsionado pela crescente pressão social e pelo amadurecimento do debate na sociedade brasileira. Para o ministro, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada são demandas legítimas e compatíveis com um modelo de desenvolvimento mais moderno e equilibrado.
“Quando reduzimos a jornada de 48h para 44h semanais, muitos dos argumentos que estamos ouvindo agora de que isso vai gerar informalidade, que pode gerar desemprego, problema na economia, tudo isso nós ouvimos. O que melhorou foi a condição de trabalho, ambiente de trabalho, produtividade”, disse.
O ministro também destacou que a mudança deve ocorrer com responsabilidade, por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e o Parlamento, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade econômica.
Além disso, reforçou que a mobilização social será decisiva para sensibilizar o Congresso Nacional. Segundo ele, o envolvimento dos trabalhadores e das entidades sindicais é fundamental para que o tema avance e se transforme em conquista concreta.

(Fotos: Divulgação/CSB)







