Centrais e patronato não chegam a acordo sobre reajuste do piso regional do RS

As centrais sindicais tiveram nesta terça-feira (23) mais uma reunião com entidades patronais e o governo do Rio Grande do Sul sobre o reajuste do piso regional do RS em 2024. Esta foi a 6ª rodada de negociação, que, mais uma vez, terminou sem acordo entre as partes. O encontro foi mediado pelo Secretário de Trabalho e Desenvolvimento Regional do estado, Gilmar Sossella.

O vice-presidente da CSB-RS, Antonio Roma, tem representado a central neste processo e contou que a parte patronal novamente ofereceu um reajuste de apenas 2,21%, muito distante dos 8,45% proposto pelos representantes dos trabalhadores.

Além disso, as centrais ressaltaram que, inicialmente, pleiteavam um reajuste de 14,82%, que seria o índice necessário para recompor o valor histórico do piso regional no RS. Portanto, o índice de 8,45% já se trata de uma concessão e a oferta intransigente do patronato é inaceitável, não repondo nem mesmo a inflação do ano passado medida pelo INPC, que foi 3,71%.

Diante do impasse, as centrais entregaram ao secretário um documento pedindo celeridade na elaboração do projeto de reajuste e que ele inclua o reajuste de 8,45% apresentado como contraproposta.

As centrais argumentam que os outros estados da região fecharam acordos com índices muito acima do proposto pela patronato gaúcho. Tanto Santa Catarina quanto Paraná atualizaram seus pisos em 6%.

Outro ponto levantado foi que muitos acordos e convenções coletivas de vários setores no estado tiveram reajustes que chegaram a ultrapassar os 7%, então conceder um aumento similar ao piso regional é uma questão de não aumentar ainda mais a disparidade de renda dentre aqueles que ganham um salário mínimo e os que não tiveram reajuste por acordo ou convenção coletiva.

Na rodada anterior de negociação, realizada em 17 de abril, Sossella declarou que esperava conseguir aproximar os índices propostos pelas partes na reunião seguinte, para que o projeto pudesse ser enviado o quanto antes pelo governador à Assembleia Legislativa e tramitasse na Casa com mais facilidade. O acordo, porém, não foi possível, com a recusa do patronato em apresentar uma alternativa.

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