150128-dh-trabalho-escravo-2

Ministério do Trabalho liberta quatro chineses em condição análoga a de escravo no RJ

Os trabalhadores foram encontrados em duas pastelarias, sem carteira assinada e com jornadas extensivas de trabalho

Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social libertaram nesta terça-feira (16) quatro chineses em situação de trabalho análogo ao de escravo, na cidade do Rio de Janeiro. Eles trabalhavam em duas pastelarias na Vila da Penha, zona norte da capital, sem carteira assinada e com jornadas extensivas de trabalho. Havia ainda indícios de que eles dormiam no local.

Essa é a segunda vez em menos de 30 dias que chineses são libertados. No final de janeiro, cinco trabalhadores foram encontrados na mesma condição, também em pastelarias no Rio. De acordo com o superintendente regional do Ministério no estado, Robson Leite, as duas auditorias realizadas fazem parte de uma operação especial chamada Yulin, organizada especialmente para identificar esse tipo de situação. “O combate ao trabalho infantil e ao trabalho escravo é prioridade do governo federal e do Ministério. A Superintendência do RJ vai intensificar essas operações”, garante.

Os chineses libertados foram levados para a sede da Superintendência, onde deram depoimento sobre as tarefas que executavam e as condições em que viviam no Brasil, e tiveram a emissão dos documentos trabalhistas encaminhados. Nenhum deles falava português e foi preciso a ajuda de um tradutor. “Com base no que identificamos no local e no que esses trabalhadores disseram, autuamos e multamos as empresas. Agora os casos vão para o Ministério Público, que irá investigar os possíveis crimes cometidos.”

Além de pagar as multas, as pastelarias serão obrigadas a regularizar a situação dos chineses. Também deverão pagar todas as indenizações referentes ao período em que eles trabalharam sem documentação, que varia entre um e dois anos.

Disque 100 – O superintendente pede que a população denuncie quando suspeitar de trabalho escravo ou análogo à escravidão em algum local. Basta ligar para o Disque 100, o serviço do governo federal que recebe denúncias de violações aos direitos humanos no país. A ligação é gratuita, pode ser feita em qualquer horário e é garantido o anonimato de quem denuncia.

Fonte: MTE

Compartilhe:

Leia mais
discurso lula OIT
Em discurso na OIT, Lula destaca precarização e informalidade como desafios para justiça social
Antonio Neto CSB na OIT 12-06-24
Antonio Neto na OIT: Tecnologias disruptivas podem ser oportunidade para os trabalhadores
Centrais sindicais apresentam denúncia contra governo do Paraná à OIT
Centrais denunciam governo do Paraná na OIT por repressão de greve de professores
FGTS correção inflação decisão stf
Acordo entre centrais e AGU prevalece no STF: FGTS deverá ter correção mínima pela inflação
miguel torres discurso centrais sindicais oit
Centrais pedem fim do golpismo no Brasil em discurso dos trabalhadores na OIT
Luiz Marinho discursa na OIT 2024
Na OIT, Luiz Marinho defende sindicatos e taxação de grandes fortunas
vigilantes niterói ato 13 de junho
Vigilantes de Niterói convocam ato por mais segurança para mulheres da categoria
vinicolas-no-rs-tinham-200-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao
Auditores fiscais do Trabalho repudiam fala de dirigente da CNA sobre trabalho escravo
assembleia rodoviários pelotas 10-6-2024
Rodoviários de Pelotas começam a negociar acordos em cenário após enchentes
Comitiva da CSB com ministro Luiz Marinho na Conferência da OIT 2024
Em reunião do Brasil na OIT, empresário diz que Bolsa Família atrapalha mão de obra