José Augusto Ribeiro relança “Era Vargas” em Brasília

Evento acontecerá no Salão Nobre da Câmara dos Deputados a partir das 15h

A trilogia “A Era Vargas”, do jornalista José Augusto Ribeiro, revista e ampliada, será relançada hoje terça-feira (6/5) em Brasília – com debate, e autógrafos do autor – no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na Praça dos Três Poderes, a partir das 15h, dentro da programação “60 Anos sem Getúlio Vargas”. A reedição do livro é iniciativa do PDT e da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), através da Editora Folha Dirigida, do Rio de Janeiro.

Participarão do debate sobre a Era Vargas a socióloga Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta de Getúlio; o jornalista Beto Almeida, correspondente da Telesur no Brasil; o engenheiro Paulo Metri, da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet); e o próprio autor, José Augusto. O presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, e o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, estarão presentes ao lançamento, além de convidados, parlamentares e amigos do autor.

O evento é parte da programação “60 Anos sem Getúlio Vargas”, promovida pela Câmara dos Deputados para lembrar a morte de Vargas e a publicação de sua “Carta Testamento” em agosto de 1954, considerada por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, fundadores do PDT, como o maior documento político da História do Brasil. O lançamento em Brasília teve a colaboração direta do deputado Angelo Agnolin (PDT-TO) e da Câmara dos Deputados.

A nova edição dos três volumes de “A Era Vargas” lançada originalmente em 2001, foi ampliada, especialmente em seu segundo volume dedicado a Revolução de 1930. O livro trata de acontecimentos que cobrem mais de 70 anos da História do Brasil – da fundação do Partido Republicano no Rio Grande do Sul, em 1882, à morte de Vargas, em 1954; passando pelo debate da campanha presidencial de 1929-1930; pela questão social negada por Washington Luís; pelas principais decisões do primeiro governo Vargas (1930-1945); pela busca de soluções nacionalistas para a questão dos minérios, da siderurgia e do petróleo brasileiros; e pelos avanços da Revolução de 30, como o voto da mulher, o voto secreto e a instituição da Justiça Eleitoral.

A obra também detalha a participação brasileira na II Guerra Mundial, o rompimento do Brasil com a Alemanha nazista e o apoio aos Aliados; a implantação da indústria siderúrgica; a criação das leis trabalhistas; o Estado Novo e o seu desmonte pelo próprio Vargas; o apoio de Vargas ao Marechal Dutra e o posterior afastamento deste, após eleito; o autoexílio de Vargas em São Borja; a sua volta à política, a vitoriosa campanha eleitoral de 1950 e sua volta ao poder nos braços do povo. Detalha também as principais realizações do segundo governo Vargas, marcadamente nacionalista e voltado para a reafirmação das conquistas da Revolução de 30; a crise de agosto e o suicídio do Presidente no Palácio do Catete, para garantir a sobrevivência de seu legado político, inclusive a recém-criada Petrobras.

O livro conta como Vargas retoma as propostas de José Bonifácio – o Patriarca da Independência –, ao estabelecer prioridade absoluta à Educação: nos orçamentos de 1931 e 1932, destinou 5,14% de suas verbas para o Ministério da Educação, por ele criado, no início do Governo Provisório, quase o dobro do Ministério da Agricultura (2,84%), em um país ainda essencialmente agrícola. Educação é a principal bandeira do Trabalhismo, até hoje, defendida pelo PDT.

José Augusto Ribeiro, experiente jornalista paranaense, já trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, e é autor de diversos livros – inclusive de uma biografia de Tancredo Neves ainda a ser lançada. Ele também já assessorou Leonel Brizola e Tancredo Neves em suas campanhas à Presidência da República.

O Salão Nobre da Câmara dos Deputados fica no prédio do Congresso Nacional, ao lado do Plenário, na Praça dos Três Poderes – em Brasília – DF. Dia 6/5 às 15 horas.

Leia a Carta Testamento de Vargas

Chateaubriand, em 54, “Vargas precisa desistir da Petrobras”

Fonte: OM – Ascom PDT | 29 de abril de 2014

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