Contra reformas trabalhista e da Previdência, centrais realizam atos e mobilizações pelo País

Em Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza, CSB participou de protesto em frente ao INSS

Em conjunto com as demais centrais sindicais, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) realizou ato, nesta terça-feira (5), em várias capitais brasileiras contra a Lei 13.467, da reforma trabalhista, e também para combater a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, da reforma da Previdência.

Para manter o movimento sindical mobilizado, em Porto Alegre a Seccional da CSB forneceu o carro de som e procurou alertar a população sobre as consequências das reformas.

“Foi importante a gente manter o movimento sindical mobilizado e, assim, a gente pôde fazer esses atos em pontos estratégicos da capital para conscientizar a população. A cada sinal que fechava, os militantes distribuíam material. Tivemos bastante adesão do público, os carros buzinavam e nós alertamos a população de que não são privilégios que a reforma quer cortar. Avisamos que a Previdência não é deficitária e mostramos para o povo o quanto esse governo dá de isenção para os donos do capital. Estamos na rua chamando atenção das pessoas e mostrando que isso afeta a todos”, explicou Eliane Gerber, presidente da Seccional.

Em conjunto com as demais centrais e com os movimentos sociais e estudantis, as entidades realizaram três diferentes atos. O primeiro foi no Aeroporto, em seguida foram para o anel rodoviário. De lá seguiram caminhando até a agência central do INSS.

Na capital paulista, dirigentes das centrais e trabalhadores se concentraram em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Viaduto Santa Efigênia.

Segundo o presidente da Seccional São Paulo da CSB, Igor Tiago Pereira, as centrais vão se manter em alerta para os próximos passos do governo em relação à votação da reforma previdenciária.

“Essa mobilização foi muito importante. Vamos ficar em alerta, pois semana que vem se a reforma foi colocada para votar, vamos promover um ato ainda maior, uma greve nacional, uma greve geral”, falou o dirigente.

Guarulhos também participou do dia de mobilização. Representando a CSB, Alvaro Egea destacou a importância da Central em manter a mobilização para o dia de hoje, que aconteceu em frente à agência do INSS do município.

“Foi importante o ato de hoje, pois mostramos que estamos aqui para defender a instituição, os servidores e os direitos da população. Importante realizar esses atos e mostrar que estamos mobilizados. A CSB acertou quando manteve a convocação das mobilizações. Eu considero o dia de hoje um dia de vitória por que nós estamos na rua, ativos e vamos acumular mais conquistas. A CSB mostrou mais uma vez seu compromisso”, completou o secretário-geral da Central.

Ainda em São Paulo, o Sindpd, entidade filiada à Central, mobilizou seus diretores, que fizeram corpo a corpo e entregaram a última edição do jornal da entidade, que trata da reforma trabalhista, a trabalhadores de Tecnologia da Informação.

Durante a ação, diretores tiraram dúvidas dos empregados e reforçaram a importância da unidade entre trabalhadores e sindicato. Dentro do estado, ainda houve um ato na cidade de São José dos Campos.

Mobilização

No Ceará, as entidades se reuniram na Avenida 13 de Maio e seguiram em passeata pelas ruas de Fortaleza até a sede do INSS.

Durante sua fala, o presidente da Seccional e vice-presidente da CSB, Francisco Moura, fez duras críticas ao governo e passou o recado para os parlamentares que votarem à favor da reforma da Previdência.

“Esse governo com essas “deformas” trabalhistas e previdenciária quer acabar com o direito dos trabalhadores. Um direito que o trabalhador garantiu na Constituição, que é o direito à Previdência Social e que lhe dá direito a uma aposentadoria ao fim da vida; até isto eles estão querendo tirar do trabalhador. Querem tirar o direito do trabalhador se aposentar, enquanto as gordas aposentadorias estão aí no Portal da Transparência. A dona Clara Franco, esposa de Moreira Franco e sogra do Rodrigo Maia, se aposentou aos 41 anos com quase R$ 30 mil de benefício, e ele quer mexer no trabalhador que ganha um salário mínimo. Quer quebrar a Previdência para que o povo não tenha direito a uma vida digna.  E aviso esse Congresso Nacional e esses deputados corruptos: quem votar à favor desta reforma não volta para Brasília, pois o povo vai dar o troco, o povo está na rua e está atenta”, disse Francisco Moura.

Assista aqui ao vídeo de Antonio Neto sobre “a FARRA da aposentadoria”

A Seccional Minas Gerais promoveu dois grandes atos no estado. A capital reuniu os trabalhadores e dirigentes na Praça da Estação. A outra cidade que recebeu mobilizações foi Juiz de Fora.

Para o presidente da Regional, Cosme Nogueira, que se concentrou em Juiz de Fora, juntamente com os sindicatos filiados à Feserp-MG, a mobilização da sociedade é fundamental.

“Só esse enfrentamento, só a presença do povo nas ruas será capaz de barrar a reforma previdenciária e também atenuar os efeitos devastadores da reforma trabalhista”, resumiu Cosme Nogueira, que também é presidente da FESERP-MG.

A secretária-geral da Seccional, Antonieta de Faria, a Tieta, esteve à frente da entidade em Belo Horizonte. Para a dirigente,o ato foi uma mensagem para o governo e para os parlamentares.

“O ato foi de fundamental importância, para dizer ao presidente e aos deputados que o povo não está morto, não vão nos enganar e também mostrar à sociedade as falas mentirosas deste desgoverno”, finalizou, Tieta.

No Paraná, Pará, Sergipe, Pernambuco e Maranhão, a CSB esteve mobilizada nas capitais e comandou as mobilizações que reuniram centenas de trabalhadores.

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