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Centrais e CNI discutem a retomada do emprego e do desenvolvimento nacional

Representantes dos trabalhadores e da indústria construirão agenda que pretende criar ações para a geração de postos de trabalho, capacitação, além da reindustrialização do Brasil

 

Reunidas nesta quarta-feira (26), a CSB, as centrais e a Confederação Nacional da Indústria começaram a discutir a retomada do emprego, a qualificação profissional e a reindustrialização do Brasil. O encontro aconteceu em Brasília, na sede da CNI, por iniciativa da Confederação, e contou com a presença dos presidentes das centrais.

Antonio Neto classificou a proposta como “audaciosa” porque pretende discutir com a indústria temas de interesses mútuos. “Vamos debater assuntos importantes tanto para a indústria como para os trabalhadores. A retomada do desenvolvimento, fazer o Brasil voltar a crescer, como também a qualificação profissional e a questão sindical”, explica o presidente da CSB, que participou da reunião ao lado do secretário-geral, Alvaro Egea.

A iniciativa, segundo Neto, prevê a construção de fóruns entre patrões e empregados com o objetivo de traçar soluções para a crise. “Vamos tentar achar os caminhos necessários, uma vez que por parte do governo não tem nenhum chamamento para conversa”, critica.

O DIEESE também participa do grupo e será responsável por montar as agendas de trabalho, a começar pela primeira, que será apresentada na próxima reunião, marcada para 11 de julho.

Com um índice de desemprego que atinge mais de 13 milhões de trabalhadores, além de 30 milhões de subutilizados, o presidente da CSB afirma que esta é a alternativa necessária para o momento.

“Queremos não só conversar com a CNI, também queremos conversar com o comércio, com o setor de serviços, o setor financeiro, o agronegócio, para ver se montamos um pacto nacional entre capital e trabalho para tirar o Brasil dessa inércia”, pontua Antonio Neto.

Ele critica a ineficiência do governo de Jair Bolsonaro. “Estamos há seis meses de um novo governo e não tem uma, uma proposta sequer de geração de empregos, de desenvolvimento para sair do atoleiro. Pelo contrário, o que estamos vendo é a complicação das coisas”, analisa.

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