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Entidades decidiram ampliar a mobilização em Brasília enquanto governo tenta acelerar a votação

Centrais sindicais intensificam mobilização no Congresso pelo fim da escala 6×1

As centrais sindicais vão ampliar a mobilização e a pressão sobre o Congresso Nacional pela aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A decisão foi tomada pelas direções nacionais das entidades em reunião realizada na última sexta-feira (9), diante da possibilidade de votação da matéria pelo Senado Federal ainda nesta semana.

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A intensificação dos atos busca pressionar os parlamentares a avançar na tramitação da proposta, considerada fundamental para ampliar os direitos dos trabalhadores. As entidades defendem que a redução da jornada e o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso sejam tratados como prioridades, independentemente do calendário eleitoral.

“Acabar com a escala 6×1 é uma necessidade para milhões de brasileiros e uma luta histórica do movimento sindical. Não podemos permitir que disputas políticas adiem mais uma vez essa conquista. É hora de os parlamentares assumirem sua responsabilidade com a classe trabalhadora e garantirem mais tempo para o descanso, a convivência familiar e a qualidade de vida. A mobilização das centrais será fundamental para pressionar e mostrar que os direitos dos trabalhadores não podem ficar em segundo plano”, afirmou Antonio Neto, presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Aprovação da PEC depende de dois turnos no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessões para a discussão e a votação da proposta. Para que a PEC seja promulgada, porém, o texto precisa ser aprovado em dois turnos pelos senadores.

Diante da proximidade do segundo turno das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca acelerar a tramitação para viabilizar a aprovação da medida antes da votação eleitoral. Uma das iniciativas é a coleta de assinaturas para um requerimento destinado a agilizar o andamento da proposta.

Enquanto as entidades sindicais ampliam a mobilização, senadores contrários à proposta atuam para dificultar sua votação antes do segundo turno eleitoral.

O impasse aumenta a pressão sobre o calendário legislativo e torna a mobilização sindical ainda mais relevante para a defesa da proposta. As centrais buscam manter o tema na agenda dos parlamentares e reforçar a necessidade de aprovação imediata da medida.

(Com informações de Folha de S.Paulo)

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