Trabalho por app pode estar empurrando pessoas para a extrema-direita, diz antropóloga

Rosana Pinheiro-Machado recebeu uma das bolsas mais prestigiosas do mundo para coordenar pesquisa

Em países emergentes como Brasil, Índia e Filipinas, trabalhadores de plataformas como Uber e vendedores de Instagram encontraram nas redes sociais um meio de sobrevivência, mas também um ambiente fértil da extrema-direita, alinhada à ascensão dos governos atuais desses países.

Para a antropóloga brasileira Rosana Pinheiro Machado, a relação entre a inserção no mercado de trabalho desses grupos sociais e o posicionamento político de direita não são coincidência.

É possível que a própria estrutura das plataformas — seu formato altamente individualizado e focado no mérito — estejam exacerbando tendências políticas hiperliberais, argumenta.

Essa é a hipótese central de um trabalho de pesquisa que será coordenado por Pinheiro-Machado, professora da Universidade de Bath (Reino Unido).

A antropóloga foi laureada com um financiamento no valor aproximado de 2 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões) pelo European Research Council (da União Europeia), uma das bolsas mais prestigiosas do mundo, anunciado nesta quinta-feira (17). O trabalho deve começar em maio e tem previsão de duração de cinco anos.

Com trabalho de anos na periferia de Porto Alegre, buscando entender a identificação de trabalhadores do chamado precariado, que viveram o incentivo ao consumo dos anos de governos petistas, com as ideias do presidente Jair Bolsonaro (PL), Rosana conversou com a Folha sobre as questões do novo mundo do trabalho.

Leia a entrevista completa concedida ao jornal Folha de São Paulo

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