Central dos Sindicatos Brasileiros

Nota da CSB sobre a redução da Selic: O remédio está correto, mas a dosagem ainda é pequena

Nota da CSB sobre a redução da Selic: O remédio está correto, mas a dosagem ainda é pequena

NOTA OFICIAL DA CSB – COPOM

O remédio está correto, mas a dosagem ainda é pequena

O corte de 0,75 ponto percentual na Selic, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (22), tem um caráter positivo por consolidar um viés de redução na taxa básica de juros, mas ainda insuficiente para as necessidades da economia brasileira.

A decisão tomada hoje repete a postura adotada pelo Copom em janeiro, quando já havia ocorrido um corte de 0,75 ponto. Com isso, o BC dá sinais de que pretende manter esse ritmo um pouco mais rápido na redução da Selic.

Apesar desse caráter positivo, no entanto, não podemos deixar de destacar que a taxa de juros em 12,25% ainda é extremamente elevada e prejudicial para a economia. Com a Selic neste patamar, o Brasil permanece entre as nações recordistas em juros altos, um título nada honroso sobretudo para um País que luta para sair da recessão e reencontrar o caminho do desenvolvimento econômico.

Com o cenário que ainda persiste no Brasil, de elevado endividamento das famílias e empresas e de grande número de desempregados, continuamos acreditando que o Banco Central poderia adotar uma postura mais agressiva no corte dos juros, para que a Selic possa chegar ao nível de um dígito ainda neste ano.

Além disso, é preciso pressionar os banqueiros para que repassem o corte da Selic de forma imediata e completa aos seus clientes, para que os juros reais pagos pelos consumidores também sejam reduzidos.

Mesmo com a grave crise enfrentada pelo Brasil, vimos recentemente que bancos e outros integrantes do sistema financeiro mantiveram os seus altos ganhos, com lucros bilionários. É preciso encerrar de vez esse ciclo que beneficia especuladores e rentistas, e que ao mesmo tempo pune as famílias e trabalhadores brasileiros.

 ANTONIO NETO

Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

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