Sindicatos unidos constroem nova alternativa de organização dos trabalhadores brasileiros

O lema “Sindicatos Fortes. Brasil Mais Justo” sintetiza os ideais que levaram as lideranças de importantes entidades sindicais do país à reformulação de uma nova alternativa para a organização dos trabalhadores brasileiros, a Central Sindical de Profissionais (CSP). Nesta terça-feira (7), 321 dirigentes sindicais, de 23 estados brasileiros, compareceram ao Congresso Extraordinário da entidade, realizado no hotel Mônaco Convention, que fica em Guarulhos/SP. Durante o evento, a nova diretoria da CSP foi eleita e Antonio Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de TI de São Paulo (Sindpd), foi escolhido presidente da central.

Em um discurso aclamado, após render uma homenagm ao seu antecessor na presidência da CSP, Luiz Sérgio da Rosa Lopes, Neto detalhou os princípios que vão orientar as ações da Central. “Uma central sindical deve catalisar as forças progressistas da sociedade, deve mostrar compromisso com o Brasil e os trabalhadores; deve ter capacidade de promover e acompanhar os avanços da sociedade; deve ter firmeza na defesa da unicidade sindical e da contribuição compulsória; deve ter pluralidade interna e capacidade de garantir espaço para todos os dirigentes sindicais filiados.”, disse o presidente, em meio a muitos aplausos.

Além da definição do corpo diretivo, os dirigentes traçaram as principais metas da CSP, que será uma central apartidária e priorizará o fortalecimento dos sindicatos. “Acredito que o principal problema do país está situado na fome e na miséria que ainda persiste, arrastando milhões de brasileiros para uma vida indigna, para uma situação degradante e humilhante. Como combatemos isso? Com a aceleração do processo de distribuição de renda, com salários maiores, com avanço nos direitos. Nós tivemos poucas situações como esta na história do Brasil. Este é o momento ideal para avançarmos e consolidarmos a rede de proteção social dos trabalhadores, é hora de reduzir a jornada de trabalho, é hora de melhorarmos o sistema previdenciário, é hora de melhorarmos o rendimento dos aposentados, dos trabalhadores do campo, da cidade, enfim, de todos”, destacou o presidente.

Para tanto, segundo o presidente, é necessário sindicatos fortes e organizados. “E como podemos ajudar a mudar a realidade? Lutando. Lutando por mais direitos, por melhores salários, por ampliação da renda, por melhores condições de trabalho. Este é o papel dos sindicatos, fazer com que a renda gerada pelo trabalho seja distribuída de forma mais justa, mais igualitária.Está na hora do movimento sindical dar o salto de qualidade que a realidade nos cobra. Chega de sermos somente contra. Está na hora de nos tornarmos agentes da transformação, de sermos propositivos, de apontarmos as soluções que o Brasil e os trabalhadores esperam de nós. Chega do tudo ou nada”, frisou Neto.

Nas sete horas de congresso, os líderes sindicais tiveram espaço aberto para debate, ao todo, foram 35 intervenções. Luiz Sérgio da Rosa Lopes, presidente da Federação dos Contabilistas do RJ, ES e BA, foi aclamado 1º vice-presidente da CSP. Em sua intervenção, fez questão de valorizar a participação de todos que colaboraram com o processo. “Gostaria de agradecer todo o apoio que recebi durante toda essa luta. Tenho certeza que faremos uma bela administração”, afirma.

Os dirigentes da CSP reafirmam seu compromisso com valores indispensáveis para o movimento como a unicidade sindical e a contribuição compulsória. Além de ressaltar a importância de garantir espaço para todos os dirigentes sindicais filiados. “A gente vem para somar e contribuir. Vamos fazer sindicalismo de verdade. Aqui estão os grandes líderes sindicais. Vamos juntos construir o Brasil que sonhamos para nossos filhos”, pontua José Avelino Pereira (Chinelo), dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e diretor vice-presidente da CSP.

A organização do congresso e a nova estruturação da CSP foram realizadas em tempo recorde, o que prova a eficiência de todos os envolvidos. “Mostramos aqui que temos competência. Em um prazo de 70 dias reconstruímos essa central, que será uma grande referência no Brasil. É uma central de sindicatos. Sem sindicatos, não tem organização de trabalhadores”, declara, em seu discurso, Álvaro Ferreira Egea, secretário geral da CSP.

Juvenal Pedro Cim, diretor de finanças da CSP e presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística do Paraná, apontou as próximas ações da entidade. “Precisamos ser solidários em todos os momentos. Pensar no futuro do nosso país. Retomar nossa agenda política sindical e nossa luta pela bandeira de 40 horas de trabalho. Defendermos o crescimento econômico. Teremos muita batalha nos primeiros dois anos, mas com solidariedade conseguiremos vencer”, conclui.

Assessoria de Imprensa da CSP

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