Servidores do Indea e Intermat decidem pela continuidade da greve

Falta de diálogo do governo é o que garante a manutenção da greve das autarquias e prejuízos para MT

Servidores do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Indea) e do Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat), paralisados desde o último dia 6 pelo pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28%, decidiram, na manhã desta segunda-feira (27.06), pela permanência em greve. A decisão veio após sessão da Assembleia Legislativa que aprovou em primeira votação a proposta governamental de pagamento da RGA de apenas 6% em 3 vezes com condicionantes para o pagamento dos 5,28% restantes. O deputado Zeca Viana pediu vistas para apresentar o PL amanhã com um substitutivo e a expectativa é que os 13 parlamentares que votaram a favor desse PL, retrocedam na decisão e votem o substitutivo, que prevê o pagamento de pouco mais de 1% ao mês a partir de julho até março de 2017 sempre retroativo a maio de 2016.

E se quiser voltar a arrecadar é bom o governador Pedro Taques acatar a justa reivindicação dos servidores, conforme indica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), Diany Dias. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea) apontam que Mato Grosso deixou de arrecadar, somente com a paralisação do Indea, cerca de R$ 700 milhões desde o início da greve. Ainda assim, não há mudança de proposta para os servidores por parte do poder Executivo.

Dias afirmou que a decisão da base até o momento é de que: com liminar ou sem liminar, a greve vai continuar. “Tão legalista que é este governo judicializando a greve, então porque também não cumpre o que a Justiça já determinou por duas vezes, que é o pagamento da Unidade Real de Valor (URV) que os servidores ganharam na Justiça há tempos e ainda não viram a cor do dinheiro? Já as liminares contra a greve são expedidas e cumpridas em apenas duas horas. Como pode a Justiça ter um peso e duas medidas?”, questiona Dias.

Enquanto isso quem sofre, além dos servidores e suas famílias, é a sociedade que tem sua cadeia produtiva prejudicada cada dia mais. Para se ter uma ideia, no período de 6 a 16 de junho de 2015 foram expedidas pelo Indea, 47 mil Guias de Transporte Animal (GTAs) e, no mesmo período este ano, foram expedidas apenas 12 mil GTAs sendo 7900 pelos servidores através de cumprimento de liminares ou acordos pontuais para garantir a sanidade animal e o restante do chamado módulo produtor.

Lei desrespeitada

A presidente lembrou ainda que se a lei 9070, que prevê que apenas servidores de carreira podem ser presidentes do Indea, talvez a greve já tivesse tido fim. “Quando os presidentes eram servidores ao começar uma paralisação eles vinham conversar conosco e as coisas não se agravavam. Agora, como o presidente (Guilherme Nolasco) é um produtor, isso não ocorre. Ele, além de não vir conversar, ainda judicializa a greve e isso só inflama os servidores contra seu comando”, garante Dias.

Depois de conversar com os servidores que vieram até do interior para acompanhar a votação na Capital, a direção do Sintap está certa de que a greve sai ainda mais forte do que nunca e que os servidores do órgão vão continuar com seu compromisso de atender aos 30% e aos eventos que tiverem sido cadastrados antes do período de greve, como é o caso da Expoagro.

Fonte: Sintap

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