Em 15 de abril deste ano ocorrerá a 3ª Marcha da Classe Trabalhadora. Organizada pelas centrais sindicais, a Marcha reunirá trabalhadores de diversas áreas em ato unificado em Brasília. Entre os principais pontos da edição estão o fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, ampliação de direitos trabalhistas, regulamentação e proteção para trabalhadores de aplicativos e o enfrentamento à “pejotização” e ao feminicídio. Ao final do evento as lideranças sindicais serão recebidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Programação e organização do ato em Brasília
O movimento é resultado de anos de luta na proteção dos direitos trabalhistas, mediação de conflitos e negociação coletiva. Reconhecendo a importância da participação da militância sindical nesse processo, a CSB disponibilizará transporte para membros da Executiva e Direção Nacional e dirigentes sindicais representados pela central.
Com o início da programação previsto para o período da manhã, a concentração será no estacionamento do Teatro Nacional, às 8h, seguida da plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT), às 9h, e da Marcha rumo à Esplanada dos Ministérios, às 11h.
Unidade de ação na defesa de direitos
Durante o encontro, será debatida e aprovada a nova versão da Pauta da Classe Trabalhadora, documento que reúne prioridades e reivindicações do movimento sindical para o período de 2026 a 2030. O documento objetiva orientar a atuação do movimento sindical em diferentes níveis, servindo de referência para mobilizações, negociações e ações institucionais ao longo do período.
As centrais destacam que a Pauta é atualizada anualmente e tem como base diretrizes definidas anteriormente. Segundo avaliação do movimento sindical, cerca de 70% das propostas apresentadas foram implementadas pelo governo ou estão em tramitação, demonstrando a efetividade das ações conjuntas.
Entre os avanços citados, estão políticas relacionadas a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais, elaboração de medidas para reduzir o endividamento das famílias e o custo do crédito, ampliação do crédito às micro e pequenas empresas e à agricultura familiar, ampliação de programas sociais como o Bolsa Família e a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida.
Além da Pauta principal, também foram atualizadas as agendas do movimento sindical no Legislativo e no Judiciário, com propostas consideradas estratégicas para os trabalhadores. Esses documentos deverão ser entregues posteriormente aos presidentes da Câmara, do Senado, do STF e do TSE.
(Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)







