Central dos Sindicatos Brasileiros

Nota de Repúdio – Associação dos Policiais Penais do Brasil se posiciona contra Paulo Guedes

Nota de Repúdio – Associação dos Policiais Penais do Brasil se posiciona contra Paulo Guedes

Motivada pela fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, que na última sexta-feira comparou os funcionários públicos a parasitas, a Associação dos Policiais Penais do Brasil emitiu uma nota de repúdio.

No texto, a associação reforça a importância do funcionalismo ao Brasil, sendo um dos principais garantidores de direitos básicos como saúde, educação e segurança.

Confira abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

A Associação dos Policiais Penais do Brasil – Ageppen-Brasil repudia
veementemente a declaração do Ministro da Economia, Paulo Guedes, o qual comparou os
servidores públicos à parasitas.
Na verdade, os servidores públicos do país tem sido o único refúgio do nosso povo, e o
único alento quando se trata acesso às políticas públicas de saúde, educação, segurança e
combate à corrupção. Vale citar que, os Policiais Penais tem sido exemplo, guardando a
sociedade dos piores indivíduos, combatendo o crime organizado dentro das penitenciárias,
e como ato mais recente, ajudando a diminuir drasticamente os índices de criminalidade no
estado do Ceará, apesar das parcas condições de trabalho e desvalorização salarial. O fato
é que governos têm promovido o destruição dos serviços públicos, através do
sucateamento material e das condições de trabalho, achatamento de salários, isso sem
contar a má gestão por pessoas geralmente indicadas politicamente, que não tem qualquer
compromisso com a sociedade e com o país.
Na verdade, os servidores públicos do país são a última fileira de combate ao
desmonte do estado promovido nos últimos anos, e apesar dos constantes ataques sofridos
nas mais variadas esferas, continuam firmes na construção de um país mais justo e
solidário, onde o cidadão, principal recebedor dos serviços públicos, seja verdadeiramente
atendido nas suas necessidades.

WAGNER JOSÉ MONTEIRO FALCÃO.
PRESIDENTE

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