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Diretores do Sindpd passam por curso de negociação coletiva do Dieese

Mais uma vez, o órgão intersindical fecha parceria com os representantes da categoria de TI para melhor atender às necessidades do trabalhador

Durante os dias 9, 10 e 11 de setembro, cerca de trinta diretores do Sindpd e de sindicatos filiados à Federação Interestadual dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação (Feittinf) participaram do curso de Estrutura e Processo de Negociação Coletiva, ministrado pelo Dieese em parceria com a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). O encontro teve como objetivo aprimorar as aptidões dos dirigentes sindicais para melhor representar os trabalhadores em processos de negociações com a classe patronal.

Promovido pela CSB e ministrado pelo supervisor de educação sindical do Dieese, Carlindo Rodrigues de Oliveira, o programa contou com estudos de caso, histórico de negociações coletivas no Brasil, estratégias e táticas, além de outros pontos abordados. Nos três dias, os participantes foram submetidos a diversas palestras, workshops e treinamentos com exemplos de mesa de negociação, cases de sucesso e outras habilidades que eles poderão presenciar enquanto representantes sindicais.

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“O curso é de extrema importância não só para a qualificação desses dirigentes, mas, também, para a atualização daqueles que já estão há anos buscando melhorias na representação de sua classe profissional”, salientou Carlindo, ao expor três situações hipotéticas e solicitado pra que os diretores sugerissem possíveis desdobramentos para as problemáticas. “É complicado discutir em assembleia quando o trabalhador não está mobilizado. Quando os funcionários estão em sintonia conosco [sindicato], é muito mais fácil atingir os ideais da categoria”, explicou o diretor Emerson Ronaldo Morresi.

Ainda durante uma dinâmica de grupo, foram apresentados alguns quadros explicativos com elementos do processo de negociação coletiva, como Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), jornada de trabalho – que, no caso da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindpd, é de 40 horas semanais – entre outros direitos. Tudo isso para que os dirigentes saibam não só por quais melhorias estão reivindicando, mas, também, qual a melhor forme de reivindicar. Segundo Carlindo, a interação entre os Sindpd espalhados pelo Brasil  é tão fundamental quanto ter uma boa CCT.

“Em algumas empresas, o nosso trabalho é de formiguinha, do momento em que começamos um diálogo até conseguirmos um resultado efetivo, pode levar meses”, disse Loide Belchior, diretora da regional do Sindpd de Campinas, referindo-se à necessidade de uma categoria uníssona, e completou: “o curso foi de extrema valia para todos nós. Tenho certeza que a partir de hoje, teremos mais tranquilidade em conduzir as negociações, graças à didática e a expertise do professor Carlindo e à iniciativa do Sindpd, que sempre se mostrou empenhado com o engajamento de seus representantes”.

Além dos diretores do Sindpd do estado de São Paulo, participaram representantes do Sindpd de Joinville, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas, Cursos e Treinamentos de Informática e Provedores de Internet do Estado do Rio de Janeiro (Sindierj) e Sindicato dos Profissionais de Farmácia (Sindprof).

Fonte: Sindpd

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