CSB e centrais sindicais se reúnem com Mercadante para discutir situação dos trabalhadores da Petrobras

Movimento sindical pede proteção aos funcionários das empresas envolvidas nas denúncias de corrupção; demissões e o não pagamento de salários afetam milhares de empregados

Na tarde de ontem, 15 de dezembro, a CSB e as centrais sindicais se reuniram com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para debater a situação dos trabalhadores de empresas terceirizadas da Petrobras, que não estão recebendo seus salários e demais direitos trabalhistas devido às denúncias de corrupção na companhia. O encontro aconteceu em Brasília e contou também com a presença do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e de representantes do Ministério da Justiça e da Controladoria-Geral da União.

Segundo as centrais sindicais, cerca de 12 mil trabalhadores sofrem atualmente com problemas nos pagamentos e demissões na estatal. O presidente da CSB, Antonio Neto, participou da reunião e reforçou que as instituições precisam garantir que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos.

“Estamos num momento em que é preciso apoiar as investigações sobre as denúncias de corrupção na Petrobras, mas, acima de tudo, precisamos também dar aos trabalhadores a proteção que lhes é necessária”, disse Neto. “Os empregados das empresas que têm negócios com a Petrobras não podem pagar a conta dos investigados, porque eles são a parte mais fraca nesse processo. E nós, do movimento sindical, lutaremos para que estes trabalhadores recebam seus salários e demais verbas trabalhistas”, completou.

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Esta é a segunda reunião que os dirigentes das centrais fazem com o governo para tratar da grave situação dos trabalhadores que prestam serviço para a estatal brasileira. No dia 8 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff recebeu os sindicalistas num encontro no Palácio do Planalto.

Na ocasião, o presidente da CSB afirmou que é imprescindível encontrar uma solução para evitar a penalização dos trabalhadores. “Não podemos permitir que a economia e os empregos e, sobretudo, que as famílias desses profissionais sejam punidas por conta dos desvios e atos ilícitos dos envolvidos na corrupção”, falou Neto.

O dirigente reiterou ainda que a CSB defende a investigação e a punição de todos os executivos e empresários ligados ao esquema de corrupção, mas sem que os trabalhadores sejam penalizados pelos atos praticados pelos investigados. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Está marcada para hoje, 16, uma nova reunião entre as centrais sindicais e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para discutir o assunto.

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