Centrais sindicais criticam convocação das forças armadas para conter greve dos caminhoneiros

CSB e as demais entidades apoiam o movimento e afirmam, em nota, que postura do governo é o mesmo que “apagar fogo com gasolina”

As seis centrais sindicais brasileiras se posicionaram a favor da greve dos caminhoneiros em nota divulgada nesta sexta-feira (25). O documento, também assinado pelo presidente da CSB, Antonio Neto, é uma resposta à postura do governo, que convocou as forças armadas para desbloquear as estradas paralisadas pela greve dos caminhoneiros.

As centrais alertam que a forma como a greve vem sendo tratada pode piorar a situação e compara a atitude do governo com “querer apagar fogo com gasolina”. Na nota, CSB, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Nova Central se oferecem para mediar a negociação entre as partes na greve.

Leia abaixo o texto na íntegra:

As centrais sindicais, neste momento de impasse nas negociações entre o governo federal e os caminhoneiros, decidem se colocar à disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social para o qual o País caminha.

A proposta do governo, de convocar as Forças Armadas como instrumento de repressão, é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só vai acirrar o conflito e dificultar uma solução equilibrada.

Queremos um acordo que leve em consideração a justa reivindicação dos trabalhadores e as necessidades do País.

São Paulo, 25 de maio de 2018

Antonio Neto
Presidente da CSB

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva “Paulinho da Força”
Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo
Presidente da CTB

Ricardo Patah
Presidente da UGT

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

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