Nesta quarta-feira (22), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) participou da Plenária Nacional das Centrais Sindicais, realizada de forma virtual, para alinhar estratégias e fortalecer uma atuação conjunta sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.
Aberto ao público, o encontro reuniu representantes das centrais, dirigentes sindicais e trabalhadores com o objetivo de ampliar a articulação nacional e consolidar uma agenda unificada de mobilização em defesa de mudanças na jornada de trabalho e no diálogo com a sociedade.
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Centrais sindicais buscam ampliar mobilização nacional
Os participantes avaliaram o cenário atual da campanha em defesa da PEC, compartilharam análises sobre a conjuntura política e discutiram iniciativas para ampliar o envolvimento das entidades sindicais em todo o país.
Foi posta em debate a organização de ações coordenadas para fortalecer a mobilização nacional, buscando expandir o alcance da pauta e estimular a participação dos trabalhadores.
O presidente da CSB, Antonio Neto, destacou a importância de ampliar a interlocução com parlamentares e fortalecer o convencimento sobre a proposta.
Segundo o sindicalista, as convenções estaduais dos partidos representam “uma boa oportunidade” para que dirigentes sindicais dialoguem diretamente com lideranças políticas e apresentem os argumentos favoráveis às mudanças na jornada de trabalho.
Antonio Neto também defendeu que o movimento sindical mantenha uma estratégia baseada no diálogo com os integrantes do Congresso, evitando o confronto neste momento. Para ele, o foco deve ser a construção de apoio entre os parlamentares, especialmente no Senado, por meio de conversas e ações organizadas.
“O momento exige diálogo, não confronto. Precisamos convencer os parlamentares sobre a importância da nossa pauta e ampliar esse apoio. Após o recesso, vamos intensificar a mobilização, mas sem adotar uma postura de demonização do Congresso. A estratégia é organizar as atividades e conversar com todos os 81 senadores para conquistar mais apoio à proposta”, afirmou.
Neto declarou ainda que a audiência pública realizada anteriormente sobre o tema evidenciou dificuldades do setor patronal em sustentar seus argumentos, o que, na avaliação do dirigente, abriu espaço para ampliar o convencimento da sociedade e dos parlamentares.
“Ficou evidente que os argumentos do setor patronal não convenceram a população. Isso fortalece a nossa posição, mas precisamos agir com responsabilidade e estratégia para trazer os senadores para essa luta. Também devemos gerar grande repercussão nas redes sociais. Temos um cenário favorável, com quase 70% da população ao nosso lado. Estamos com a faca e o queijo na mão”, concluiu.
Lançamento de plataforma digital marca pressão nas redes
Durante a Plenária, foi anunciada a plataforma digital “Na Pressão”, criada para ampliar a mobilização em torno de pautas defendidas pelo movimento sindical. A ferramenta permite acompanhar o posicionamento dos parlamentares sobre diferentes propostas em discussão no Congresso Nacional.
No caso da campanha pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1, a plataforma informa quais senadores apoiam a PEC, quais ainda não se manifestaram e quais são contrários à proposta.
As centrais sindicais reforçaram o chamado para que os sindicatos filiados utilizem a plataforma como instrumento de mobilização, incentivando trabalhadores e entidades a ampliar o diálogo com os parlamentares e a pressionar o Senado para que a proposta avance em sua tramitação.







