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Brasil alcança maior número de pessoas ocupadas desde 2012

Brasil alcança recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, com avanço das mulheres

O Brasil registrou 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o maior contingente desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012. Os dados mostram também mudanças importantes no perfil do mercado de trabalho, com avanço da participação feminina, aumento da escolaridade e crescimento do trabalho por conta própria.

Segundo o levantamento, o número de ocupados aumentou 15,4% desde 2012, quando o país tinha 89,3 milhões de trabalhadores. Ao mesmo tempo, a quantidade de pessoas desocupadas caiu para 6,1 milhões, menor resultado registrado pela pesquisa.

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A força de trabalho brasileira reúne 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões estão fora do mercado de trabalho. Para as comparações históricas, os anos de 2020 e 2021 são desconsiderados em razão dos impactos da pandemia sobre a coleta e a divulgação das informações.

Participação das mulheres cresce no mercado de trabalho

O avanço da ocupação ocorreu de maneira mais acelerada entre as mulheres. Em 2025, 44,8 milhões de mulheres estavam ocupadas, correspondendo a 43,5% do total.

Desde 2012, a quantidade de trabalhadoras ocupadas cresceu 20,5%, com a entrada de 7,6 milhões de mulheres no mercado de trabalho. No mesmo período, o número de homens ocupados aumentou 11,7%, com acréscimo de 6,1 milhões de trabalhadores.

Os homens representavam 56,5% da população ocupada em 2025, com 58,2 milhões de pessoas.

O nível de ocupação chegou a 59,1% da população em idade de trabalhar, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. O indicador também ficou 3,8 pontos percentuais acima do menor patamar registrado pela pesquisa, de 55,3%, em 2017.

Serviços ampliam participação na ocupação

A evolução do emprego também revela mudanças na estrutura das atividades econômicas. Os maiores avanços ocorreram em segmentos ligados à administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que incorporaram 4,9 milhões de trabalhadores entre 2012 e 2025.

As áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas também apresentaram expansão, com 3,8 milhões de novos ocupados no período.

O comércio e a reparação de veículos continuaram concentrando uma parcela significativa dos trabalhadores, passando de 17 milhões de ocupados em 2012 para 19,5 milhões em 2025.

A agropecuária apresentou movimento contrário. O setor perdeu 2,3 milhões de trabalhadores no período, enquanto construção e serviços domésticos também registraram redução no número de ocupados.

População ocupada por atividade

• Comércio e reparação de veículos: passou de 17 milhões de ocupados em 2012 para 19,5 milhões em 2025. A participação caiu levemente de 19,1% para 18,9%.
• Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: aumentou de 14,1 milhões para 19 milhões de trabalhadores. A participação subiu de 15,7% para 18,4%.
• Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: cresceu de 9,6 milhões para 13,4 milhões de ocupados, enquanto a participação passou de 10,7% para 13%.
• Indústria geral: registrou crescimento de 13 milhões para 13,3 milhões de trabalhadores, mas sua participação caiu de 14,5% para 12,9%.
• Agropecuária: recuou de 10,1 milhões para 7,9 milhões de ocupados, com redução da participação de 11,4% para 7,6%.
• Construção: passou de 7,6 milhões para 7,4 milhões de trabalhadores, reduzindo sua participação de 8,5% para 7,2%.
• Transporte, armazenagem e correio: aumentou de 4,2 milhões para 5,9 milhões de ocupados, enquanto a participação subiu de 4,7% para 5,7%.
• Serviços domésticos: caiu de 6,1 milhões para 5,7 milhões de trabalhadores, com participação reduzida de 6,8% para 5,5%.
• Outros serviços: cresceu de 3,8 milhões para 5,6 milhões de ocupados, elevando sua participação de 4,3% para 5,4%.
• Alojamento e alimentação: passou de 3,7 milhões para 5,4 milhões de trabalhadores, com aumento da participação de 4,2% para 5,3%.
• Total de ocupados: passou de 89,3 milhões em 2012 para 103 milhões em 2025.

Mercado de trabalho tem trabalhadores mais escolarizados

A escolaridade também ganhou espaço na composição da população ocupada. Em 2025, 43,6% dos trabalhadores tinham ensino médio completo ou superior incompleto, contra 35,7% em 2012.

Considerando quem possui pelo menos o ensino médio completo, a participação passou de menos da metade para 68,5% no período. A parcela de trabalhadores com ensino superior completo também aumentou, saindo de 14,1% para 24,9%.

Na direção oposta, caiu de 32,6% para 18,3% a participação de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.

“Quando observamos o recorte por nível de instrução, vemos que a escolaridade dos jovens tem aumentado ao longo dos anos. A permanência no ensino médio também vem crescendo, e esse movimento se reflete no mercado de trabalho”, afirma William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE.

Trabalho por conta própria

A participação de empregados passou de 70,7% em 2012 para 69% em 2025. Já os trabalhadores por conta própria aumentaram sua participação de 22,4% para 25,4% no período.

De acordo com o IBGE, uma das situações associadas ao crescimento do trabalho por conta própria é a necessidade de garantir alguma fonte de renda após a perda de uma ocupação.

Como estava distribuída a população ocupada em 2025

• Empregados: 69%;
• Empregados do setor privado com carteira assinada: 37,8%;
• Empregados do setor privado sem carteira assinada: 13,4%;
• Empregados do setor público, incluindo servidores estatutários e militares: 12,3%;
• Trabalhadores domésticos: 5,5%.

Em 2012, os empregados representavam 70,7% dos ocupados. Naquele ano, os trabalhadores do setor privado com carteira correspondiam a 39,2%, enquanto os empregados sem carteira eram 12,6%, os trabalhadores do setor público representavam 12,1% e os domésticos, 6,8%.

Microempresas concentram parte expressiva dos empregados

O levantamento também mostra a concentração de trabalhadores em pequenos estabelecimentos. Em 2025, 48,8% dos empregados do setor privado estavam em empresas com até cinco pessoas ocupadas.

Outros 9,6% trabalhavam em estabelecimentos com seis a 10 pessoas, enquanto 12,1% estavam em negócios com 11 a 50 trabalhadores. As empresas com mais de 50 empregados concentravam 29,5% dos ocupados do setor privado.

(Com informações de g1)

(Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil)

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