Central dos Sindicatos Brasileiros

Vigilantes de Passo Fundo (RS) reivindicam cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho

Vigilantes de Passo Fundo (RS) reivindicam cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho

Empresa JOB, que presta serviço para a prefeitura e contrata os trabalhadores, também atrasou o 13º salário dos funcionários

Os vigilantes da empresa JOB, que presta serviço para a prefeitura de Passo Fundo, 290km da capital gaúcha, se reuniram com o sindicato dos Vigilantes de Passo Fundo e Região na tarde do último sábado (05), na sede da entidade, para tratar do desrespeito que a empresa tem cometido com os trabalhadores.

Segundo o presidente do sindicato, Rodolfo Boita, a empresa não cumpre a Convenção Coletiva e comete irregularidades desde 2015, e dessa vez atrasou o salário de dezembro dos cerca de 90 vigilantes.

Durante a reunião, os trabalhadores deram prazo de até quinta-feira (10) para os débitos serem quitados.

“Se a empresa não efetuar o pagamento até o próximo dia 10, encaminharemos junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma solicitação de bloqueio de fatura para que consigamos salvaguardar os valores rescisórios”, disse Boita, que também apontou outras irregularidades.

“A empresa vem pagando fora da data estabelecida na Convenção Coletiva, que seria o quinto dia útil, os trabalhadores têm tido problemas com depósitos do FGTS, os funcionários têm sido notificados verbalmente que estão de férias, sem receber nenhuma documentação. Sem contar que para receber o 13º, foi necessário fazer uma mobilização. Além disso, seis trabalhadores receberam aviso de dispensa, simplesmente por terem questionado a empresa pelos seus salários”, explicou o dirigente.

Boita também comentou que o sindicato tem um processo contra a empresa por apropriação indébita.

“A empresa deve ao sindicato cerca de R$ 12 mil, que recolhe dos trabalhadores e não repassa para entidade sindical. Ato que também prejudica os trabalhadores, pois quem os representa é o sindicato”, completou o presidente, lamentando o fato de a empresa não se pronunciar a respeito.

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