Central dos Sindicatos Brasileiros

Em entrevista à TV Agência Sindical, Neto analisa a conjuntura política brasileira

Em entrevista à TV Agência Sindical, Neto analisa a conjuntura política brasileira

Dirigente afirma que sua campanha ao Senado foi de crescimento profundo e de intenso contato com o povo

Nesta quinta-feira (25), o presidente da CSB, Antonio Neto, foi o entrevistado do Repórter na Web. Apresentado pelo jornalista João Franzin, o programa traz a série “Voto consciente”, na qual o Neto comentou as eleições 2018, além do cenário político e trabalhista do Brasil. O bate-papo foi exibido pela TV Agência Sindical. Para assistir na íntegra, clique aqui.

No início da entrevista, Antonio Neto falou sobre sua campanha ao Senado pelo PDT. “Foi uma experiência deliciosa. O povo é muito generoso. Obviamente que tivemos dificuldades, como pouco tempo de campanha, o tempo de televisão. Porém, politicamente tivemos um crescimento muito grande. Saí profundamente feliz dessa campanha”, frisou. O líder afirmou que houve contato com a população, o que possibilitou “uma visão muito ampla da visão do nosso povo sofrido”.

João Franzin questionou o presidente frente aos problemas causados por um eventual governo da extrema direita. “Eu faço parte de uma geração vencedora. Nós derrotamos a ditadura, nós acabamos com a hiperinflação, nós fizemos uma assembleia constituinte, elegemos um operário presidente da República, considerado um dos melhores presidentes da República, enfretamentos tudo”, pontuou.

“O candidato se diz a favor da tortura, contra o movimento sindical, contra a organização dos trabalhadores, contra a mulher, contra gay. Ele agora pode até dizer que não é, mas sempre afirmou isso. As suas atitudes falam mais do que seus pensamentos quando ele se fala com deputada de maneira descortês, agride uma repórter”, completou.

Para Neto, o sindicalismo vai crescer se Bolsonaro vencer as eleições. “Na hora em que cortarem o décimo terceiro, a hora em que começarmos [a] ter efetivamente esses problemas com os trabalhadores, vamos ter muito mais trabalho, mas nunca foi fácil para nós. Temos que ter otimismo. O movimento sindical sobreviveu a tudo isso e reorganizou-se em cima das dificuldades”, analisou.

O dirigente chamou a atenção para a grande encruzilhada das eleições. “Ou nós vamos para uma estrada em que o Brasil vai ser para as elites, o Brasil vai ser para aqueles que mais têm. Além de ser um processo de entrega do patrimônio nacional, de desrespeito à ordem pública, jurídica, constitucional, também é uma ameaça aos direitos dos trabalhadores e individuais muito grande. [Ou elegemos o PT]. Agora não é o PT que está em jogo, agora é o Brasil. O nosso apoio é critico, mas o candidato do PT é muito melhor, não há comparação”.

No final da entrevista, o líder da Central afirmou que a entidade está empenhada na luta contra os abusos da reforma trabalhista. Disse que as centrais incluíram o Brasil na lista suja da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que estão em contato com entidades de direitos humanos. “Isso gera problemas nas exportações. O patronato vai ter que entender que ou cumpre as regras mínimas de boas condições ao trabalhador ou vai efetivamente não exportar nada, aí ele também fecha”, encerrou.

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