Central dos Sindicatos Brasileiros

Em Lauro Muller (SC), servidores fazem paralisação contra mudança de regime de contratação

Em Lauro Muller (SC), servidores fazem paralisação contra mudança de regime de contratação

Segundo sindicato da categoria, servidores perderiam o direito ao FGTS 

Servidores municipais da cidade catarinense de Lauro Muller, 200 km da capital Florianópolis, fizeram uma grande paralisação, nesta sexta-feira (15), contra a votação do Projeto de Lei (PL), na câmara dos vereadores, que estabelece a mudança do regime de contratação dos servidores públicos municipais, celetista para estatutários.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Lauro Muller (SISELM), João Batista Gonçalves, com a mudança de regime os servidores perderiam o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além disso, Gonçalves acredita que o fato dos servidores não terem plano de carreira, plano de saúde e outros benefícios incentiva ainda mais a paralisação.

“O prefeito quer passar nós para estatutário, sendo que ele quer tirar nosso fundo de garantia. Ele não comentou em momento algum fazer um plano de carreira para os trabalhadores, que é essencial, nós não temos um plano de saúde, não temos um vale alimentação e não temos vale transporte. Desse jeito, nós não teremos direito nenhum”, disse o presidente do sindicato.

Além do FGTS, com a mudança de regime os servidores não poderiam mais recorrer à Justiça do Trabalho e sim à Justiça comum, que tem um processo mais lento de resolução dos casos.

Apesar das reuniões e da reprovação dos servidores de forme unânime, em assembleia, o prefeito do munícipio, Valdir Fontanella (PP), se manteve irredutível e enviou projeto de Lei para Câmara Municipal.

Com apoio da Central do Sindicatos Brasileiros, Gonçalves acredita que o sindicato, que representa cerca de 600 servidores, fica mais forte para combater as perdas de direitos trabalhistas.

“A presença da CSB é essencial, somos filiados e essa presença é fundamental para nós. Estamos lutando pelos direitos dos trabalhadores. Com a CSB temos 100% de mais forças, assim com a ajuda de outros sindicatos que participam deste ato”, finalizou o presidente do sindicato.

Com adesão de servidores de diversas áreas do serviço público, o sindicato aguarda a votação dos vereadores para articular os próximos passos da paralisação.

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