O Brasil precisa de um Estado capaz de garantir direitos, promover o desenvolvimento e responder às necessidades da população. Saúde, educação, assistência social, proteção ambiental, ciência e infraestrutura dependem de políticas públicas, investimentos, planejamento e, sobretudo, de trabalhadores e trabalhadoras valorizados.
Esses investimentos, além de melhorarem a qualidade de vida da população brasileira, dinamizam a economia e integram a agenda de transição ecológica justa, ao combinar baixo impacto ambiental com elevados benefícios sociais e econômicos.
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Entre 2016 e 2022, o país enfrentou um processo de enfraquecimento da capacidade estatal, marcado por restrições ao investimento público, descontinuidade de políticas, redução de equipes em áreas da administração federal e mudanças no papel do Estado em setores estratégicos. A economia teve baixo crescimento, limitando as condições de financiamento das políticas públicas e afetando também estados e municípios. Os servidores federais enfrentaram anos sem reajuste geral e com benefícios congelados, enquanto os canais de negociação com suas entidades representativas ficaram interrompidos.
Desde 2023, o Brasil retomou uma agenda de reconstrução do Estado, valorização dos servidores e modernização dos serviços públicos. Os resultados aparecem em medidas concretas.
Na gestão de pessoas, o governo retomou a Mesa Nacional de Negociação Permanente, interrompida entre 2017 e 2022. Em 2023, concedeu reajuste de 24,75% para todos os servidores ativos e aposentados, acima da inflação do período de 20,08%. Firmou 49 acordos setoriais de reajuste salarial e reestruturação de carreiras, com ganhos reais para as categorias abrangidas pelos acordos. O auxílio-alimentação passou de R$ 458 para R$ 1.192, entre 2023 e abril de 2026, uma elevação de aproximadamente 160%. Também foram reajustados os auxílios creche e de saúde suplementar. São avanços concretos na recuperação de direitos e no reconhecimento de quem faz o serviço público funcionar.
A recomposição das equipes também avançou. Foram abertas mais de 25 mil vagas em concursos no ciclo de 2023 a 2025, com destaque para o Concurso Público Nacional Unificado, que ampliou as oportunidades de ingresso no serviço público em diferentes regiões do país. A nova política de cotas passou a reservar 30% das vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. Essas iniciativas contribuem para renovar os quadros, democratizar o acesso e construir um serviço público mais representativo da sociedade brasileira.
A modernização também precisa melhorar as condições de trabalho de quem atua nos serviços contratados pelo Estado. Por isso, o governo regulamentou a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, para as trabalhadores e trabalhadores terceirizados de que atuam na administração direta federal, além de estabelecer garantias como o recesso de fim de ano e auxílio creche com valor igual aos dos servidores públicos. São exemplos de como o poder público pode usar sua capacidade de contratação para promover condições de trabalho mais dignas.
A transformação digital, a integração de sistemas e a simplificação dos serviços também fazem parte dessa agenda. A emissão de mais de 40 milhões de Carteiras de Identidade Nacional, registrada no balanço do MGI de dezembro de 2025, exemplifica a dimensão das iniciativas de modernização e integração de serviços. O objetivo é facilitar o acesso da população, reduzir burocracias e tornar o Estado mais eficiente e inclusivo.
Essas conquistas importam para todo o país. Quando o governo federal investe em saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais, fortalece também a capacidade de atendimento de estados e municípios. A valorização dos servidores, a formação profissional, a cooperação federativa e o financiamento adequado das políticas públicas são fundamentais para que os direitos saiam do papel e cheguem à população.
O debate sobre o futuro do Brasil envolve projetos diferentes. De um lado, propostas de cortes expressivos de despesas, redução da estrutura administrativa, mudanças nas regras fiscais e retomada de reformas administrativas que precisam ser avaliadas por seus efeitos sobre os serviços públicos e a vida das pessoas. Cortar gastos sem considerar as consequências pode comprometer equipes, investimentos e a continuidade de políticas essenciais. Eficiência não significa simplesmente ter um Estado menor: significa planejar melhor, combater desperdícios, utilizar bem os recursos e garantir resultados para a sociedade.
Defendemos um Estado moderno, transparente, democrático, inclusivo e comprometido com o desenvolvimento nacional. Um Estado que valorize seus servidores e servidoras, respeite a negociação coletiva, promova diversidade, invista em tecnologia e mantenha equipes qualificadas para atender à população.
As conquistas desde 2023 mostram que é possível recuperar direitos, fortalecer instituições e modernizar a gestão pública. O desafio agora é consolidar e ampliar esses avanços: realizar concursos regulares, seguir valorizando as carreiras, melhorando as condições de trabalho e garantindo serviços públicos de qualidade em todo o Brasil.
Valorizar quem trabalha no serviço público é valorizar quem depende dele. Fortalecer o Estado é fortalecer a democracia, reduzir desigualdades e criar condições para que o desenvolvimento chegue a todas as pessoas.
CUT– Central Única dos Trabalhadores
FORÇA SINDICAL UGT– União Geral dos Trabalhadores
CTB– Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
NCST– Nova Central Sindical dos Trabalhadores
CSB– Central dos Sindicatos Brasileiros
INTERSINDICAL– Central da Classe Trabalhadora
PÚBLICA– Central do Servidor
CESP– Central das Entidades de Servidores Públicos
CONDSEF– Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
CSPB– Confederação dos Servidores Públicos do Brasil
CONFETAM– ConfederaçãodosTrabalhadores no Serviço Público Municipal
CSPM– Confederação Nacional dos Servidores Públicos Municipais







