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“Desde o momento da prisão, comecei a ser torturado”, relembra Lucio Bellentani em entrevista à TVT sobre o caso Volkswagen

Encontro de trabalhadores e sindicalistas no Memorial da Resistência pede investigações de empresas que colaboraram com o regime militar

Investigada pelo Ministério Público Federal desde 2015 por graves violações aos direitos humanos e dos trabalhadores, a Volkswagen é apenas a primeira empresa que deve estar na mira do MPF. Em seminário realizado no Memorial da Resistência – antiga sede do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) – movimentos sociais e sindical reivindicaram que Embraer, o Metrô de SP e a Petrobrás também sejam investigadas por terem exercido a chamada ditadura fabril. O encontro contou com o apoio da CSB e foi pauta de matéria na TVT.

Presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados do Brasil (SINAB) e ex-ferramenteiro da Volks nos anos de chumbo, Lúcio Bellentani recordou, em entrevista à emissora, sua prisão e tortura no ano de 1972 nas dependências da empresa. “Desde o momento da prisão, lá dentro da Volkswagen, já comecei a ser torturado. Aí, vim para o DOPS, onde permaneci por 6 a 8 meses”, relata o sindicalista, que representa a CSB na campanha “Reparar Já!” – cujo objetivo é a busca por verdade, justiça e reparação aos que sofreram com a ditadura militar.

Durante o seminário, ainda foram divulgadas quatro propostas que também serão debatidas no próximo encontro da Comissão da Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo, dia 13/09, às 10h, na Câmara Municipal da cidade:

1.    Reunião com juristas e sindicalistas para discutir as possibilidades e o alcance da reparação;

2.  Encontro com as instituições acadêmicas que pesquisam o tema;

3. Reunir os resultados de pesquisas realizadas e disponibilizá-los;

4. Ampliar as atividades da campanha “Reparar já!” para outros Estados.

Assista à matéria da TVT na íntegra:

 

https://youtu.be/ggXKDz56rYI?list=PLWOdS62CKLoIOYHlU0ZKtSCvV4tjIaRQg

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