As empresas estatais federais encerraram os nove primeiros meses de 2025 com resultados expressivos. Até o terceiro trimestre, o lucro acumulado alcançou R$ 136,3 bilhões, valor 22,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O desempenho acompanha o crescimento do faturamento, que somou R$ 1,017 trilhão, alta de 6,3% na comparação anual.
Além do avanço nos lucros, os investimentos das estatais mantiveram trajetória de crescimento pelo terceiro ano consecutivo. Entre janeiro e setembro de 2025, o volume investido chegou a R$ 86,4 bilhões, um aumento de 34,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Entre 2022 e 2024, os aportes já haviam acumulado expansão de 87% em termos nominais.
Os dados consideram informações de 39 das 44 estatais federais. Cinco companhias ficaram de fora por não terem os resultados do terceiro trimestre disponíveis até a conclusão do levantamento. Entre as 27 estatais não dependentes do Tesouro, 24 divulgaram balanços até setembro, sendo que 21 apresentaram lucro e três registraram prejuízo.
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Como reflexo do bom desempenho financeiro, as estatais distribuíram R$ 65,1 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio até o terceiro trimestre. Desse total, R$ 33 bilhões foram pagos à União, enquanto R$ 32,1 bilhões ficaram com os demais acionistas.
As informações constam no Boletim Trimestral da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A publicação, divulgada nesta quinta-feira, passa a ter periodicidade trimestral, com edições referentes ao primeiro, segundo e terceiro trimestres. O desempenho do quarto trimestre será analisado em relatório anual, devido ao caráter acumulado dos dados.
O boletim reúne resultados operacionais das estatais que já apresentaram demonstrativos contábeis do período e consolida, de forma periódica, informações que antes eram divulgadas de maneira dispersa. Junto ao relatório, também foi disponibilizada uma planilha que permite a análise individualizada por empresa.
Atualmente, o governo federal possui 44 empresas estatais sob controle direto, sendo 27 não dependentes e 17 dependentes do Tesouro. Entre as não dependentes estão companhias como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro e Dataprev.
Já as estatais dependentes são aquelas que recebem recursos do Tesouro para custear suas operações, com destaque para empresas hospitalares voltadas ao atendimento do SUS e para a Embrapa, que concentram a maior parte das subvenções destinadas a esse grupo.
Com informações de Gov.br
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