O Brasil abriu 121.300 vagas de emprego com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos no período.
O resultado superou em 24,7% o saldo registrado em agosto, quando foram criados 161 mil postos de trabalho. O desempenho ficou 43,5% abaixo do observado em setembro de 2025, que contabilizou 214,6 mil novas vagas. Essa retração é atribuída ao cenário de juros elevados e à desaceleração da atividade econômica.
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Os números consideram ajustes realizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que incorporam informações enviadas fora do prazo pelas empresas e atualizações dos resultados de meses anteriores.
Setor de serviços lidera abertura de vagas
Quatro dos cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo de empregos em setembro. O destaque foi o setor de serviços, responsável pela criação de 81.241 postos de trabalho.
A indústria abriu 19.285 vagas, enquanto o comércio registrou saldo de 15.697 empregos. A construção civil contribuiu com 9.468 novos postos. Na contramão, a agropecuária fechou setembro com saldo negativo de 4.381 vagas.
Dentro do setor de serviços, as atividades administrativas e os serviços complementares lideraram a contratação, com 18,3 mil postos. Na sequência, apareceram saúde humana e serviços sociais, com 15,4 mil, e transporte, armazenagem e correio, com 13,2 mil vagas.
Na indústria, os destaques foram os serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios, com 17 mil empregos, e a fabricação de veículos automotores, com 2,1 mil.
No comércio, o varejo respondeu pela maior parte das contratações, com 9,43 mil vagas. Já na construção civil, as obras de infraestrutura geraram 4,66 mil postos, seguidas pelos serviços especializados para construção, com 3,9 mil.
Nordeste lidera geração de empregos entre as regiões
As cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos formais em setembro. O Nordeste ficou na primeira posição, com 49.142 vagas, seguido pelo Sudeste, com 39.404, e pelo Norte, com 14.748.
O Sul contabilizou 9.949 novos postos, enquanto o Centro-Oeste registrou 7.894.
Na análise por estados, 26 unidades da Federação tiveram mais contratações do que demissões. São Paulo liderou a abertura de vagas, com 19,3 mil postos, seguido por Pernambuco, com 13,3 mil, e Alagoas, com 11,1 mil.
O Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo, registrando aproximadamente 2,9 mil desligamentos a mais do que admissões. Segundo o Ministério do Trabalho, o resultado está relacionado ao encerramento da safra de fumo e à retração do comércio varejista.
Salário médio de admissão se mantém estável
O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.429,41 em setembro. O valor representa uma pequena redução de R$ 1,10 em relação a agosto, equivalente a 0,05%.
Na comparação com setembro de 2025, entretanto, houve crescimento de R$ 44,90, ou 1,88%.
Ao final de setembro, o Brasil contabilizava 48,35 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O total representa crescimento de 0,25% em relação ao mês anterior e de 1,65% na comparação com o mesmo período do ano passado.
(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)







