Central dos Sindicatos Brasileiros

Veterinários – essenciais para a saúde animal, da população e o meio ambiente

Veterinários – essenciais para a saúde animal, da população e o meio ambiente
Neste 9 de setembro, a categoria comemora conquistas e luta pela criminalização do exercício ilegal da profissão

 

 

Neste domingo (9), comemora-se o Dia do Médico Veterinário, profissão fundamental para o desenvolvimento da saúde animal e do agronegócio. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Brasil é o país com mais profissionais da área no mundo. O mercado nacional recebe em média cinco mil novos especialistas por ano. Atualmente, há mais de 117 mil médicos veterinários atuantes.

Para o médico veterinário, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Pará (SIMVEPA) e 2º secretário de Saúde da CSB, João Alberto Modesto Rodrigues, a sociedade começou a atender a complexidade da profissão.

“[Estamos] em ascensão de reconhecimento na saúde animal, meio ambiente e saúde pública. Hoje, os veterinários não são vistos somente na clínica de pequenos animais. Mas também como promotores de cuidado da saúde humana, no que tange à direção técnica da vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental”, ressaltou.

Os trabalhadores e trabalhadoras da área atuam em programas de controle de zoonoses e da saúde, ensino, pesquisa, agronegócio, pecuária e indústria alimentícia de produtos e subprodutos de origem animal.

Cursos

Ainda segundo o CFMV, o Brasil tem mais de 300 cursos da área, o que é um terço da oferta mundial. Porém, números muitas vezes não indicam qualidade. O 2º secretário de Saúde da CSB frisou que o Ministério da Educação autorizou cursos em faculdades que não têm hospital veterinário e laboratórios suficientes para aulas práticas.

O presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná (SINDVET/PR) e secretário dos Profissionais Liberais da CSB, Cezar Amin Pasqualim, é contra a criação de novos cursos. “O que nós não concebemos é essa formação em série. Tudo tem que ter o seu limite”, analisou.

“A faculdade tem que ter consciência de que ela tem que formar médico veterinário de perfil requisitado pelo mercado. Elas têm que aprender a ouvir o mercado e não formar qualquer coisa e despejar no mercado”, completou Pasqualim.

Bandeiras

Entre as bandeiras da categoria está a criminalização do exercício ilegal da profissão. Conforme explicou Rodrigues, o Projeto de Lei 7323/2014 tramita no Senado Federal “para que o charlatanismo seja punido no código penal brasileiro”.

Outra luta dos médicos veterinários é a conquista da lei de piso salarial federal exclusivo para os servidores públicos, autônomos e privados. A Lei 4.950-A, de 22 de abril de 1966, estabelece remuneração para veterinários, engenheiros, químicos, arquitetos e agrônomos, mas não é respeitada nas negociações salariais.

Reforma trabalhista

Assim como diversas outras profissões, os médicos veterinários vivem um período de precarização no trabalho. De acordo com Cezar Amin Pasqualim, a reforma trabalhista e a crise econômica vivida no Brasil aumentaram o número de profissionais informais e intermitentes.

Para ele, a nova legislação trabalhista também fragilizou o movimento sindical e os direitos trabalhistas. “A reforma trabalhista ignorou que os sindicatos são necessários para a proteção do trabalhador”, pontuou.

Mensagem de João Alberto Modesto Rodrigues – Ser médico veterinário é cuidar de pacientes que não falam, diagnosticar com amor e salvar vidas animais e do homem, através de conhecimento técnico, científico e legal. Hoje, no dia do Médico Veterinário, clamamos por aprovação da lei que estabelece a criminalização do exercício ilegal da profissão do Médico Veterinário e um piso salarial a nível federal, para, assim, haver valorização da categoria como merecemos e almejamos.

Mensagem de Cezar Amin Pasqualim – É uma profissão brilhante que exige árduos esforços para bem executá-la. É uma profissão com possibilidades múltiplas de emprego, desde que você seja profissional. Não basta ter o canudo na mão, você tem que ser profissional e encarar com novos olhos para a forma da exigência do agronegócio e da agricultura familiar.

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