Central dos Sindicatos Brasileiros

CSB RS faz ato contra privatização de estatais

CSB RS faz ato contra privatização de estatais

Governo colocou em votação de urgência na assembleia do estado projeto que permite plebiscito sobre a privatização junto com as eleições deste ano

A CSB Rio Grande do Sul foi às ruas para brecar o projeto de privatização que o governo do estado tenta implementar desde 2015. A mobilização aconteceu porque o poder executivo conseguiu colocar em urgência de votação um projeto de lei que altera o prazo para pedido de plebiscitos, de cinco para três meses antes da eleição. A ideia é votar a privatização das empresas Sulgás, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Companhia Riograndense de Mineração em conjunto com o pleito de outubro. A CSB acompanha a votação que acontece nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa.

Essa não é primeira vez que a CSB RS se manifesta contra o projeto privatista do governador José Ivo Sartori. Segundo Wagner Lopes Pinto, vice-presidente da CSB RS, presidente do Sindicato dos Mineiros de Cantiota e servidor público há 40 anos na Companhia Riograndense de Mineração, uma das empresas ameaçadas de privatização, “a atuação da CSB tem sido fundamental para evitar que o planejamento de Sartori se concretize”.

Em 2017, o governador tentou aprovar o plebiscito, uma das etapas para a privatização, e não conseguiu votos suficientes. O poder executivo do estado quer usar a venda das estatais como barganha para que a União inclua o Rio Grande do Sul no regime de recuperação fiscal, que congelaria a dívida do estado e permitiria a contratação de outros empréstimos na rede privada.

O dirigente da CSB e funcionário público está na Assembleia acompanhando a votação e diz que a luta é manter as empresas públicas de forma séria e lucrativa. “As empresas têm que deixar de ser uma administração apenas pública e ser técnicas também, senão vem um governo como esse e quer derrubar. Desde que assumiu, essa é a intenção dele: sucatear para falar que elas são deficitárias e, então, privatizar”, diz.

Lopes Pinto explica que o governo perdeu o prazo para pedir o plebiscito a 150 dias da eleição e por isso tenta essa manobra. “Acredito que temos a maioria na casa hoje. A CSB está fazendo um trabalho incansável por essa causa”, reitera. A CSB segue acompanhando a votação e os desdobramentos dessa tentativa de Sartori de privatizar três estatais no Rio Grande do Sul.

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